23/02/12

Para onde vai Dwight Howard?

Publicada por João Miguel Ramos Delgado

À semelhança do que aconteceu com Carmelo Anthony na época passada e LeBron James, Dwyane Wade e Amar'e Stoudemire na transacta, Dwight Howard tem na presente uma grande questão para dar resposta.

Na NBA há 8 anos, a cumprir o seu último ano de contrato (tem mais um ano de contrato por opção do jogador, que ao que tudo indica não será exercida), o gigante norte-americano é um dos jogadores mais falados e comentados pela comunicação social nos últimos meses. Não pelas suas prestações em campo, que há muito já deixaram de surpreender - esta época conta com 20 pontos, 15 ressaltos e 3 blocos por jogo -, mas sim pela decisão que terá que tomar nos próximos dias.

Os rumores intensificaram-se quando, no inicio de Dezembro e com a NBA ainda em lockout, o General Manager dos Orlando Magic, Otis Smith, confessou à imprensa que Howard pediu para ser trocado. No meio de tanta especulação, quatro equipas surgem como respostas credíveis à pergunta colocada. Orlando Magic, New Jersey Nets (Brooklyn Nets na próxima epoca), Los Angeles Lakers e Dallas Mavericks.


Ficar em Orlando 



 • Vantagens:
Renovar com os Magic permite a Howard um contrato de 5 anos no valor de 109 milhões de dólares, enquanto que se assinar com outra equipa, como Free Agent, permite um máximo de "apenas" $81 milhões por 4 anos. Continuar a jogar numa equipa competitiva e a morar em Orlando, onde já reside há quase uma década.

 • Desvantagens: Uma presença na Final em 2009 e uma semi-final (final da conferência) em 2010 foi o melhor que os Magic conseguiram com Howard na equipa. A eliminação na primeira ronda no último play-off ainda é bem recente na memória do poste. Decisões desastrosas da direcção dos Magic nos últimos anos. São exemplos o dinheiro mal gasto nas contratações de Rashard Lewis ($110 milhões distribuídos em 6 anos) e Chris Duhon ($15 milhões por 4 anos). Trocas constantes que limitaram a equipa a duas escolhas de primeira ronda em 5 Drafts, bem com o falhanço da troca que levou Gilbert Arenas para Orlando. E a decisão de não renovar com Hedo Turkoglu após a Final de 2009, por considerar ser muito caro, e um ano e meio depois trocar Marcin Gortat, Vince Carter e Mickael Pietrus pelo mesmo Hedo Turkoglu. Decisões que sem dúvida contribuíram para o falhanço desportivo da equipa.

 • Perspectiva da equipa Podem trocá-lo, o que significa não ficar de mãos a abanar caso este decida ir para outra equipa. À semelhança do que aconteceu com os Denver Nuggets na época passada, que conseguiram jogadores como Danilo Gallinari, Wilson Chandler, Raymond Felton e Timofey Mozgov ao abrir mão de Carmelo Anthony. Ou então podem tentar convencê-lo a ficar e correr o risco de não receber nada em troca. Exemplo do que se passou com os Cleveland Cavaliers em 2010, quando viram a sua super-estrela, LeBron James, deixar a equipa.

 Nota: a troca tem que ser feita ate o dia 15 de Março - data limite para transferências na NBA.


New Jersey/Brooklyn Nets 



 • Vantagens: Jogar ao lado da também super-estrela Deron Williams. Levar Howard para Brooklyn significa a renovação do base com os Nets, que também está a cumprir o seu último ano de contrato e ameaça deixar a equipa caso esta não melhore significativamente o seu plantel. Na próxima época os Nets inauguram seu novo pavilhão (Barclays Center) e completam assim a sua mudança de cidade para Brooklyn, Nova York. Uma oportunidade comercial única para qualquer jogador, e que no caso de Howard é capaz de suplantar a diferença contratual de $30 milhões caso decida assinar pelos Nets como Free Agent.

 • Desvantagens: Histórico recente negativo da equipa, cuja última aparição nos Play-offs aconteceu em 2007. Tiveram o pior registo entre as 30 equipas na época de 2009-2010 com o pior início de época da história da NBA (18 derrotas consecutivas).

 • Perspectiva da equipa: Não conseguir contratar Howard significa ver partir o seu melhor jogador, Deron Williams (apesar de numa entrevista recente ter revelado que existe 90% de probabilidade de ficar), e ir para Brooklyn sem esperanças de sucesso desportivo a curto/médio prazo. É a única equipa que pode conseguir Howard através de troca ou como Free Agent. Brook Lopez, o rookie MarShon Brooks, Anthony Morrow e escolhas de Draft são as principais peças que os Nets têm para oferecer.


Los Angeles Lakers 




 • Vantagens: Sem duvida o histórico vitorioso. 7 Finais e 5 títulos em 12 anos resumem bem a capacidade da equipa de Hollywood. As oportunidades comerciais que jogar em Los Angeles oferece a qualquer atleta. Assim como no caso de Brooklyn, podem colmatar qualquer perda a nível contratual com a NBA.

 • Desvantagens: Não ser o melhor, mais importante e a primeira opção ofensiva da equipa. As mesmas razões que levaram Shaquille O’Neal a deixar a equipa em 2004. Em LA, Kobe é rei e senhor. O legado deixado por O’Neal, que trocou Orlando por LA onde finalmente conseguiu sagrar-se campeão. Howard já revelou sentir-se incomodado com as constantes comparações de que é alvo.

 • Perspectiva da equipa: A única forma de Howard ir para os Lakers é através de troca, que terá que ser realizada antes do dia 15 de Março. Bynum e Paul Gasol são as únicas peças que parecem interessar aos Magic. Fala-se na troca de ambos, apenas Paul Gasol ou apenas Bynum por Howard, que figura ser a opção mais realista. No entanto, as recentes exibições de Bynum (conta com 16 pontos, 12,5 ressaltos e 2 blocos por jogo esta época) deixam a direcção dos Lakers algo relutantes em relação a troca, visto que Bynum permite à equipa uma maior flexibilidade contratual visto que é dois anos mais novo do que Howard.


 Dallas Mavericks 



• Vantagens: Ir para a equipa campeã da última época, jogar ao lado do alemão Dirk Nowitzki, duas vezes MVP da época regular e MVP da final em 2011. Existe também a possibilidade da equipa juntar ao seu plantel Deron Williams (o base dos Nets anteriormente referido) e formar um temível trio, à altura de Wade, James e Bosh. Um dono e presidente capaz de tudo pelos seus jogadores. Mark Cuban é sem dúvida uma influência positiva na equipa e figura capaz de persuadir Howard a aceitar seu projecto.

 • Desvantagens: Novamente não ser a figura principal da equipa. Dirk Nowitzki está em Dallas há 14 anos e, mesmo com 33 anos continua a ser o jogador mais produtivo da equipa e, consequentemente, o rosto da organização. Financeiramente a pior opção. Ir para Dallas implica aceitar um contrato inferior ao que ele poderá auferir em qualquer uma das equipas anteriormente mencionadas, bem como oportunidades comerciais mais limitadas.

 • Perspectiva da equipa: A única forma realista de conseguir contratar Howard é através do mercado de Free Agents, no verão. E que para tal seja possível, exigirá à formação de Dallas algum esforço financeiro. Para ter ambos, Williams e Howard na equipa,  Dallas teria que se ver livre de toda a equipa, com excepção de Dirk Nowitzki para libertar Cap Space (dinheiro disponível para salários) suficiente. Teriam que trocar Marion e Haywood, por exemplo. No caso de adquirir apenas Howard, basta a equipa não exercer a opção de mais um ano do contrato de Lamar Odom.


 As cartas estão na mesa e competem aos dois protagonistas decidirem quando esta história terá um ponto final. Howard se quer continuar a representar os Magic ou rumar a outras paragens, e os Magic se querem trocá-lo ou não. Uma coisa é certa, brevemente teremos novidades.

19/02/12

Resumo - Divisão Southeast

Publicada por João Miguel Ramos Delgado



CONFERÊNCIA ESTE
DIVISÃO SOUTHEAST






A verdadeira Dream Team da actualidade. Bosh, James e Wade constituem, desde a época passado, um trio temível que pode desiquilibrar qualquer jogo. No entanto, permanecem dúvidas sobre o que pode esta equipa fazer, depois do "apagão" nas finais do ano passado contra os Dallas Mavericks.
Este ano, contudo, parece ser o ano de afirmação da equipa da Flórida que lidera a liga em pontos concretizados por jogo. James exibe-se a um nível de MVP e a equipa tem sobrevivido a algumas ausências pontuais deste último e de Wade. São, na opinião de muitos especialistas, a equipa a bater.

Record actual: 24-7
Ranking Divisão: 1º
Ranking Conferência: 1º





Também da Flórida nos chegam os Orlando Magic, equipa que tem também exibido uma excelente forma nas últimas épocas. Mas a razão deste nível tem sido a figura principal de todas as especulações da NBA, nos últimos meses. 
Trocar ou não trocar Dwight Howard (arriscando-se a perdê-lo no Verão, sem qualquer mais-valia) é a questão que a equipa de Orlando tem em mãos. Alheia a todas estes rumores, a equipa dos Magic tem mantido um registo interessante, alicerçado no vencedor do Defensive Player of The Year dos últimos três anos, mas tudo pode mudar se os dirigentes decidirem trocar o Superman até à trade deadline da próxima semana...

Record actual: 20-11
Ranking Divisão: 2º
Ranking Conferência: 4º






Mora na Georgia uma das equipas simultaneamente mais consistentes e menos valorizadas na NBA. De há quatro anos a esta parte que os Hawks vêm obtendo recordes positivos e consequentes presenças nos play-offs e tudo se perspectiva para que este ano não fuja à regra. 

 "J-Smooth" (que de suave tem muito pouco), um dos melhores defensores da liga, Joe Johnson e Jeff Teague são apenas alguns dos nomes que figuram num dos plantéis com maior profundidade da liga, que se tem exibido em bom plano, mesmo com a lesão do center dos Hawks, Al Horford, numa fase muito permatura desta temporada e que se perfila como candidata à vantagem casa na primeira ronda da fase final desta temporada.

Record actual: 19-12
Ranking Divisão: 3º
Ranking Conferência: 5º






Data de 2007/08 a última presença da equipa da capital dos Estados Unidos nos play-offs e não será esta época em que essa série será interrompida. Engane-se quem pensa que estes anos deram para lançar as bases para um futuro de sucesso. A equipa continua a lutar para encontrar um jogador à volta do qual construir um projecto e, desta vez, as esperanças centram-se em John Wall, primeira escolha do draft no ano passado. A equipa de Washington ocupa os últimos lugares em todas as estatísticas (pontos marcados e concedidos, assistências e ressaltos) e Rashard Lewis, John Wall, Nick Young e companhia não dão aos adeptos dos Wizards grandes espaço para sonhar. Esperemos para ver o que lhes reserva o futuro e mais uma provável posição favorável no draft deste Verão.

Record actual: 7-24
Ranking Divisão: 4º
Ranking Conferência: 14º










Michael Jordan tem poucas razões para sorrir. Os Bobcats têm, neste momento, o pior registo de toda a NBA (apenas 4 vitórias em 30 jogos) e, apesar da época reduzida, correm o risco de o tornarem num dos piores de sempre. A equipa de Charlotte, que esteve esta época com uma série de 16 derrotas consecutivas (interrompida na última sexta-feira contra os Toronto Raptors), conta com a pior média de pontos marcados por jogo, a terceira pior média de pontos permitidos e perfila-se como uma séria candidata à melhor posição para a draft lottery. Será esta a oportunidade de rebuild que a equipa de Air Jordan pretende para se afirmar na mais competitiva liga de basquetebol mundial?

Record actual: 4-26
Ranking Divisão: 4º
Ranking Conferência: 15º

27/12/09

One big Hill

Publicada por João Oliveira

Sempre um cavalheiro, quer esteja dentro ou fora de campo, admirado como poucos, Grant Henry Hill é, aos 37 anos, um exemplo de preserverança para todos os que ambicionam algo na vida.

Após fantásticas exibições ao serviço da universidade de Duke, Grant foi escolhido na terceira posição do draft de 1994, atrás dos também All-Stars Glenn Robinson e Jason Kidd, respectivamente.
Um início de carreira brilhante, como principal figura dos Detroit Pistons, levou a que grandes esperanças fossem depositadas nele. E a verdade é que, inicialmente, correspondeu. Digo inicialmente porque, após uma lesão no tornozelo em 2000 (última temporada em Detroit), Grant sofreu durante épocas as consequências de ter tentado jogar sem ultrapassar a lesão.


Em 2000-01 fez parte de uma auspiciosa troca para os Orlando Magic, que visava reuni-lo ao também recentemente adquirido Tracy Mcgrady. No entanto, devido às incontáveis lesões, raras foram as oportunidades de ajudar a franquia da Florida a vencer, sendo a temporada de 2004-05 aquela que mais se aproximará de uma excepção à regra.

Já em fim de carreira segundo muitos, assinou pelos Phoenix Suns em 2007. No deserto do Arizona, já sem o atleticismo de outros tempos, não voltou, como esperado, aos números que o levaram a ser uma das maiores esperanças do basquetebol americano. Conseguiu, ainda assim, feitos que poucos já esperavam dele. Tomando como exemplo a época de 2008-09 onde, pela primeira vez na carreira e a meses de celebrar os actuais 37 anos de idade, jogou em todos os 82 jogos calendarizados pela liga.

13/12/09

Mr. Big Shot

Publicada por João Oliveira

Chauncey Ray Billups, nascido a 25 de Setembro de 1976, é, provavelmente, um dos jogadores mais fantásticos e mais desvalorizados da década que está a findar.

Escolhido com a terceira pick do Draft de 1997 pelos Boston Celtics, atrás de Tim Duncan e Keith Van Horn - num draft com outros nomes presentes no actual panorama do basquetebol americano como Tracy McGrady, Anthony Parker ou Stephen Jackson - Chauncey correu diversas cidades (depois de Boston teve passagens mais ou menos breves por Toronto, Denver, Orlando e Minnesota) antes de se fixar na franquia de Detroit, os Pistons, onde viria a ter um sucesso incomensurável.



Na Motor City passou seis épocas (e dois jogos de uma 7ª), onde chegou a umas incríveis seis finais de conferência, tendo como ponto alto a época de 2004/05 quando liderou a equipa do Michigan rumo à vitória nos playoffs. Ao lado de Rip Hamilton, Tayshuan Prince, Rasheed e Ben Wallace, formou um dos que fica para a história como melhores colectivos de sempre, famoso pelo equilíbrio qualitativo que contraria a usual 'superstar' que existe em cada um.

Em 2008/09 foi dado como a parte fraca da troca com os Denver Nuggets que levaria Al Iverson para Detroit, mas revelou-se como um trunfo de inegável qualidade quando, (não) surpreendentemente, guiou os Nuggets até a mais uma final de conferência, a 7ª consecutiva, sendo o único não-jogador dos Lakers no top 5 de finais consecutivas, atrás de nomes como Kareem Abdul-Jabbar.

07/11/09

Já Não Há Invencíveis

Publicada por João Oliveira

Caíram ontem os Denver Nuggets e os Boston Celtics, as únicas duas equipas ainda invictas até ao momento, às mãos dos Miami Heat e dos Phoenix Suns (respectivamente). Aliás, pode-se ainda referir que os Nuggets foram mais uma vez derrotados já esta noite, em Atlanta, mas vou evitar alongar-me uma vez que tal não é relevante para o tema.
Tema esse que é o equilíbrio da NBA.



Muito se esperava (e espera) de várias equipas este ano. Talvez até mais do que o normal. Lakers, Magic, Celtics, Cavaliers ou Mavericks são colectivos que passaram uma forte mensagem com as suas contratações na pré-época e nas quais são colocadas grandes esperanças por parte dos fãs. Toda esta azáfama poderia ser indicadora de um início de temporada devastador, pelo menos para parte delas.
Não que se possa dizer que um início de 7-1 (pegando no exemplo dos Celtics) não seja óptimo. Mas por devastador entendo um início capaz de quebrar records, de assustar o mítico saldo de 72-10 dos Bulls liderados por Jordan.

Pretendo, com isto, chegar ao tal equilíbrio. Logicamente que, como sempre foi e sempre será, existirão mais fortes e mais fracos. No entanto, seria certamente do agrado de todos acompanhar uma liga com mais de 9/10 equipas por conferência com possibilidades de chegar aos playoffs, uma liga em que não existissem equipas cuja predisposição natural fosse a de jogar desde o início da época para obter uma boa posição no draft seguinte. Obviamente que estas derrotas não são o prenúncio de tamanha utopia. Mas ninguém se queixaria. Afinal pressupõe-se que seja a melhor liga do mundo.

01/11/09

The King's Team

Publicada por João Oliveira

Após a vitória sobre os Charlotte Bobcats desta noite, os Cleveland Cavaliers acabam os primeiros 4 jogos da temporada com um record de 2-2.
Perguntar-me-ão, será isto digno de ser "noticiado"?
Bem, em tempos idos, provavelmente não. Aliás, talvez fosse, mas apenas pelo facto de os Cavs terem vencido 2 jogos. No entanto, o cenário actual está bastante afastado dessa tempestade que perdurou algum tempo em Ohio.

À entrada para esta época regular, a equipa liderada por Lebron, indiscutivelmente um dos melhores jogadores do mundo, senão o melhor, era amplamente apontada como uma das mais fortes candidatas ao título de campeã.
Ainda que possam dizer que este record não deve propiciar receios de relevância, a verdade é que os fãs da turma de Cleveland esperavam estar neste momento com 4-0, sendo que perderam 2 jogos, um contra os Raptors e o outro contra os Celtics, em casa, numa partida que seria um teste de fogo e uma batalha perdida para quem saísse derrotado. Uma vez que as duas vitórias foram frente a dois dos underdogs da liga, é justo afirmar que falta ver o conjunto ser bem sucedido num confronto à sua altura.


Como em qualquer desporto em qualquer lugar do mundo, desde logo aparecem os profetas da desgraça. E com eles vêm razões, que devem ser tidas em conta, por mais optimista que se seja.
A perda de Kuester, novo timoneiro dos Pistons, é uma dessas. Com ele foi o braço direito de Mike Brown, que, após ter vencido o prémio de Coach of the Year no ano passado, é já acusado de ter graves limitações e de depender demasiado da estrela da equipa, Lebron.
Outra consistente acusação é a falta de qualidade do roster. Mesmo com a adição de Shaq e de algumas movimentações no mercado de free agents, é opinião de alguns (nos quais, devo dizer, me incluo) que a equipa não tem a qualidade dos rivais de Este, Celtics e Magic.
Em suma, há que dizer que os Cavs não vão falhar os playoffs, nem nada que se pareça. Mas também há que dizer que perderam estatuto e que seguem para a temporada um degrau abaixo dos dois principais adversários de conferência. Pelo menos para já.

08/09/09

Previsões 2009/2010 - Campeão NBA

Publicada por João Miguel Ramos Delgado

Chegamos à resposta que todos querem. Os prémios individuais são sempre apetecidos, mas no final é o prémio colectivo. O que todos lutam perto de 100 jogos para alcançar.


Quem vai ser o grande campeão da NBA 2009/2010?

Será que os Lakers irão revalidar o seu estatuto de vencedores? Será que os Magic conseguirão melhorar a época passada, ganhando as finais? Irá Shaq ajudar os Cavaliers a dar aquele salto final da época fantástica até à final e vitória na mesma? E os envelhecidos mas sempre presentes Spurs e Celtics? Será que têm capacidade de voltar a erguer o troféu?

Vamos aos resultados dos especialistas:



LA Lakers (19 votos)



Os Lakers não serão campeões se jogarem como a época passada com o aumento de competitividade no Este, mas serão mais que capazes de voltar a levar o troféu, visto que Bynum mal contribuiu o ano passado e ainda melhoraram a defesa com a aquisição de Ron Artest.
Grande parte das razões para o sucesso desta equipa baseiam-se Kobe, Phil Jackson, Bynum de saúde e a entrada de Ron Artest, se todos estes factores forem verificados, os Lakers deverão ser os grandes campeões da época que se avizinha.



Cleveland Cavaliers (18 votos)


Apenas 1 voto é o que separa estas duas equipas na previsão do sucesso. Isto mostra que apesar de os Lakers contarem com um plantel mais completo, LeBron tem evoluído de tal forma e é tão bom a tornar os que o rodeiam melhores que muitos acreditam que este pode ser o ano do próximo passo lógico na carreira de King James, o título. A aquisição de Shaq, uma força enorme no balneário tanto de liderança como de brincadeira, irá encaixar como uma luva na mentalidade de gozar o jogo, mas que quando é altura de trabalhar, as caras tornam-se sérias e dá-se tudo o que tem em prol da equipa.




San Antonio Spurs (8 votos)


Os Spurs têm muito talento, mas alguns factores terão de entrar em prática. O Big Three de San Antonio tem de se manter longe de lesões, R. Jefferson poderá dar o seu contributo importante à equipa e DeJuan Blair e George Hill são jovens com energia e inteligência para sair do banco. Isto aliado a McDyess que chega cheio de vontade, poderá resultar no destronar dos Lakers. Será difícil, mas nada impossível.




Boston Celtics (5 votos)



O Big Three é agora o Big Four com a chegada de Rasheed Wallace. Têm na veterania dos seus jogadores e a vontade de escreverem mais uma página no longo historial da equipa de Boston os seus maiores trunfos para conseguirem o troféu que lhes pertenceu há 2 épocas.



Orlando Magic (3 votos)



Trocou-se Hedo por Vince Carter, mantém-se o Defensive Player of the Year, foram às finais sem o Point Guard titular, têm em Rashard Lewis um Forward All-Star e um plantel com profundidade. O que há para não gostar? Partem em desvantagem em relação aos outros tubarões, mas podem muito bem voltar ao palco das finais do ano passado.

30/08/09

Jason Williams

Publicada por João Oliveira

Os Magic foram um dos candidatos que melhor se reforçou, será certamente a opinião dos especialistas e fãs da NBA. Mas um dos reforços, talvez o que menos jogará de todos, será seguido muito atentamente não só por mim como por muitos amantes de há pelo menos há alguns anos a esta parte.

Após uma entrada prematura na NBA, provocado por uma suspensão na Universidade da Florida, Jason Williams percorreu 4 equipas (embora só tenha jogado por 3). Começou nos Kings que tornaram famoso na NBA o estilo que tanto alarido tinha causado na Universidade de Princeton, seguiu para os Grizzlies e mais tarde os Heat. "White Chocolate", como também era conhecido, fazia do seu carisma e da qualidade do seu jogo características que o tornavam adorado pelos fãs em todas as equipas que passava.



Em 2008 assinava como free-agent pelos Clippers, mas um mês e meio mais tarde, ainda antes do início da temporada, retira-se daquilo que muitos julgavam ser uma carreira curta de mais para um jogador com mais talento que muitos que nunca haviam saído da liga.

Esteve um ano parado, mas em 2009, após muitos rumores que davam como certo o seu regresso, acaba mesmo por se decidir a assinar pelos Magic, uma equipa com duas soluções que deverão partir à sua frente (Jameer Nelson e Anthony Johnson) mas com os elementos certos para dar 1 minuto de espectáculo por jogo, se tiver oportunidade de passar esse tempo na mesma arena que Dwight Howard.

12/07/09

Verão Escaldante

Publicada por João Oliveira

Estão aí as Summer Leagues. Orlando está a acabar e Las Vegas a começar.
Neste momento, já se podem avistar algumas figuras de destaque, e uma delas é, com certeza, o extremo-poste dos Magic, Ryan Anderson, que chegou vindo de New Jersey na famosa troca que levou Vince Carter para Orlando.
Ryan teve uma primeira época relativamente sólida, com a possibilidade de se mostrar realmente a chegar talvez demasiado perto do fim da temporada. Na troca já falada, Stan Van Gundy perdeu o rookie Courtney Lee, que havia dado mostras de enorme potencial na época passada (principalmente nos playoffs, onde teve de defender alguns dos maiores nomes da NBA dos nossos dias), para os Nets, e decerto exigiu potencial de volta.

Há cerca de um ano, Ryan dava os seus primeiros passos ao serviço dos Nets

Esse potencial veio no corpo de Anderson, um jogador de elevada estatura (6'10) capaz de lançar de todo o lado do campo, ou seja, o tipo de jogador que faz sempre falta. Apesar de não ser um exímio defensor, algo que vai um pouco contra a natureza dos extremos postes da sua geração (sendo o mais famoso dos casos Kevin Love), Ryan compensa a mesma com uma enorme vontade de aprender, que decerto lhe trará benefícios a esse nível, aliada a uma boa capacidade de ganhar ressaltos, ainda que, onde se encontra, tal não seja muito necessário, tendo em conta a presença monstruosa de Dwight Howard.

Pode ainda estar algo verde, mas Ryan Anderson poderá tornar-se uma interessante peça na rotação de Van Gundy, já que se encontra naquela que é, provavelmente, uma das melhores equipas para dar uso ao seu lançamento de média/longa distância, podendo aprender com "mestres" como Rashard Lewis, outro exímio lançador, e também com Dwight Howard, de modo a desenvolver as competências menos evoluídas no seu jogo de poste.

28/06/09

Vince campeão?

Publicada por João Oliveira

Já está.
Para um acontecimento tão esperado por tantos, o draft parece sempre ser curto. No entanto, fornece-nos matéria para um ano inteiro, se necessário. Ainda mais do que o costume, talvez por ser um draft considerado bastante equilibrado, diversas escolhas revelaram-se surpresas para o público comum, jogadores como Dejuan Blair e Chase Budinger, considerados por muitos como possíveis lottery picks, caíram para a segunda ronda, e outros, como Christian Eyenga, passaram do desconhecimento à ribalta num curto instante.
Não é, no entanto, preciso ter uma escolha no draft para tirar dele o melhor proveito. Exemplo disso são os Orlando Magic.

A franquia de Orlando tinha apenas uma escolha neste draft, e trocou-a, portanto, como poderá ter sido uma das equipas que melhor uso deu ao draft? Bem, a resposta é bastante simples. Os Magic usaram-na, em conjunto com Rafer Alston, Tony Battie e Courtney Lee, para trazer para a sua equipa um jogador que poderá mudar o desfecho que se verificou nas finais dos playoffs, Vince Carter. É verdade que perdeu um jogador com enorme potencial em Lee, mas a presença de Carter é muito mais significativa, se este estiver afim disso, e tudo indica que está em Orlando para ser campeão.


Vince Carter, em plena demonstração das qualidades que o tornaram famoso

A capacidade de negociação da equipa da Florida é ainda mais relevante se adicionarmos a esta troca a presença de Ryan Anderson, um jovem extremo-poste que ocupa o lugar de Tony Battie e que apresenta, também ele, bastante potencial, cobrindo a perda de Lee nesse capítulo.

O que nos trás esta troca, de um modo claro, é mais um contender reforçado. Depois dos Cavs com Shaq e dos Spurs com Richard Jefferson, os Magic responderam ao trazer um dos mais prestigiados entertainers do jogo, capaz de coisas inimagináveis para o mais comum dos mortais. Espera-se agora uma resposta dos restantes contenders, com estas movimentações a colocarem pressão nos míticos Boston Celtics ou nos campeões em título, Los Angeles Lakers, entre outros.

14/06/09

O super-homem não chega

Publicada por João Oliveira

Pelo menos é o que aparenta a última final da década, onde Kobe e Gasol despedaçam as esperanças já bolorentas do colectivo de Orlando.

Desde a época anterior à do melhor season record de sempre (72-10 dos Bulls de Jordan) que a euforia não tomava conta da cidade como na presente temporada. Isto remonta, mais precisamente, a 1995, época em que Shaq e Hardaway levaram os Magic à final acabando por ser derrotados pelos Rockets por estrondosos 4 jogos sem resposta.

Na verdade, o período de seca que atormentou a cidade da Florida coincidiu com o intervalo entre dois jogadores que irão, certamente, ser considerados dos melhores postes de sempre, assim que acabarem as suas carreiras. E em tudo os dois, Shaquille O'Neal e Dwight Howard, são semelhantes. Mesmo nickname, mesma força dominadora no garrafão, mesma fraqueza fora deste, mesmo bom humor, alguns dirão inclusivamente tratarem-se de cópias, o que não parece estar longe da verdade.

Dwight é a face da esperança americana numa fase em que se aproxima o fim do domínio de O'Neal


Ainda que este não seja o momento dos comandados de Van Gundy, temos que referir que parecem estar no caminho correcto para uns quantos anos de, pelo menos, garantidas presenças nos playoffs. Mesmo que a derrota aconteça como parece estar perto de acontecer (ainda que nada seja impossível), estes Magic já deixaram a sua marca na história da NBA, ao concretizarem 63% dos seus lançamentos de campo, algo incrivelmente difícil, pouco usual até no decorrer da época regular.

12/06/09

Lakers a uma vitória do título

Publicada por João Miguel Ramos Delgado



Os Lakers ganharam o segundo jogo realizado em Orlando por 99-91 após prolongamento e aumentaram a vantagem para 3-1. Se ganharem o próximo são os campeões 2009 da NBA.

O pivot estrela dos Magic, Dwight Howard, não esconde o desalento: “Tudo isto é ridículo. Deveríamos estar a ganhar 3-1 e não o contrário. Não é pelo acerto dos Lakers mas devido a falhas nossas”.

Howard somou 16 pontos, 21 ressaltos e 9 assistências mas foi incapaz de acertar no cesto duas vezes a 11,1 segundos para o fim do tempo regulamentar. Caso tivesse conseguido, a equipa de Orlando ganhava o jogo porque o marcador estava em 87-84. “Que posso dizer? Nada. Apenas que falhei. Esta noite não entraram”, disse.

Howard falhou mas Fisher não. Faltavam 4 segundos quando fez 87-87, levando o jogo para prolongamento. A 31 segundos do fim do jogo colocou os Lakers a ganhar por 94-91. Não mais perderam a vantagem.


Notícia de NBA-Elite

05/06/09

Lakers vencem primeiro jogo da final

Publicada por João Miguel Ramos Delgado



O Los Angeles Lakers entraram de forma contundente na final da NBA aplicando uma “sova” aos Orlando Magic, triunfando por 100-75, em casa, com Kobe Bryant a marcar 40 pontos.Os californianos tinham a lição bem estudada e condicionaram com punho de ferro o trabalho de Dwight Howard nas tabelas, que conseguiu 15 ressaltos mas ficou pelos 12 pontos.

Paul Gasol foi um dos responsáveis pelo policiamento, acabando com 16 pontos e oito ressaltos, mas na guerra do garrafão, o espanhol teve companheiros mais poderosos como Andrew Bynum - nove pontos, nove ressaltos - e, sobretudo, Lamar Odom - 11 pontos e 14 ressaltos.

Mas, até aqui, o exemplo veio de cima. A cara fechada de Bryant entre o embate com Denver e a final ficou explicada neste primeiro jogo da final à melhor de sete. O astro dos Lakers está determinado e, além dos 40 pontos, sacou oito ressaltos e entregou outras tantas assistências. E assim, nos ressaltos, a equipa de LA venceu por 55 contra 41.

Um ano depois de perder a final para os Boston Celtics, Bryant só tem um objetivo em mente, conquistar o seu 4.º anel, que será o 15.º título dos Lakers: “Quero tanto, mas tanto [ser campeão]!”

O registo de Bryant é o 10.º da carreira do base nos 40 pontos em jogos do playoff, mas primeiro nas finais.

Orlando teve em Mickael Pietrus o principal destaque, com 14 pontos, seguido por Hedo Turkoglu, com 13. A equipa da Florida esteve também muito mal nos lançamentos de campo, conseguindo apenas 29,9% de eficácia, contra 46,1% do adversário o principal destaque e marcou sete pontos em menos de cinco minutos.


Notícia retirada de NBA-Elite

21/04/09

Dwight Howard é o Jogador Defensivo do Ano

Publicada por João Miguel Ramos Delgado

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Dwight Howard foi considerado o jogador defensivo do ano, depois de mais um ano dominante em que se tornou apenas o 5º jogador da história a liderar a liga em ressaltos e blocos na mesma época.

Howard teve as impressionantes médias de 13,8 ressaltos e 2,9 blocos por jogo, levando os Magic à sua segunda melhor época de sempre, com o record de 59-23. Muitos já esperavam que Howard fosse um futuro vencedor deste prémio, mas poucos pensavam que o faria tão cedo na carreira, visto que este é um prémio que normalmente é dado a jogadores mais experientes.

De notar que com este prémio, Howard torna-se o mais novo de sempre a vencer o prémio, algo que nos leva a pensar que será um jogador para preencher os livros de records, uma vez que já este ano se tornou também o jogador mais novo de sempre a atingir os 5000 ressaltos, ultrapassando nada mais, nada menos que Wilt Chamberlain.

17/04/09

Antevisão da 1ª Ronda dos Play-offs (East)

Publicada por Anónimo

Esta semana decidi adiar a minha crónica (programada para as quartas-feiras, como habitual), de forma a já poder trabalhar com os match-ups da 1ª ronda dos play-offs e, assim, analisar o que esperar de cada série.

(1º) Cleveland Cavaliers vs. Detroit Pistons (8º)



Os Cavaliers fizeram uma época regular de alto nível, batendo com alguma facilidade os campeões em título Boston Celtics e os Los Angeles Lakers, apontados como mais que prováveis finalistas na conferência Oeste.
Falharam o recorde caseiro de vitórias que pertencia aos Boston Celtics de 1985/86 (40-1) apenas porque decidiram poupar jogadores na recepção aos 76'ers, na última partida da fase regular.
O seu jogo tem vindo a ganhar consistência, com as penetrações de LeBron e os lançamentos longos dos muitos shooters da equipa do Ohio, mas fica a questão, será que Mo Williams tem a estaleca para ser o second-man de uma equipa campeã da NBA?



Desengane-se quem pensa que os Pistons são ouro sobre azul para a equipa de Mike Brown (a equipa de Detroit fez a sua primeira época abaixo dos 50% de vitórias, depois de 7 épocas com recorde positivo) - jogadores como Tayshaun Prince, Rip Hamilton e Rasheed Wallace são já veteranos nas lides dos play-offs e irão, certamente, complicar a vida aos Cavs. Não será à toa que conseguiram arrancar vitórias nos terrenos de Lakers, Spurs, Celtics, Nuggets e Magic, ao longo da época! Se a turma de Detroit conseguir uma vitória em Cleveland, o factor Palace pode funcionar...
Contra os Pistons está todo o circo mediático montado à volta de Allen Iverson, que não parece ser opção para a post-season, bem como a ainda inexperiência do base Rodney Stuckey (quando comparado com Chauncey Billups), apesar de toda a sua entrega ao jogo.

A minha aposta: Cavs 4 - 1 Pistons

(2º) Boston Celtics vs. Chicago Bulls (7º)


Os Boston Celtics parecem, inegavelmente, menos fortes que na época transacta. Com a lesão de Kevin Garnett, que continua de fora não se sabe bem ainda por quanto tempo, a equipa torna-se algo desequilibrada e, como mostrou, por vezes, nesta recta final da fase regular, inconstante nos resultados e no seu jogo.
Esta série com uns Bulls em ascenção pode ser extremamente complicada para a equipa de Doc Rivers que preferia, certamente, um confronto com os 76'ers para iniciar os play-offs, equipa que ainda esta semana bateram, mesmo sem Garnett e Ray Allen.
Resta saber se Stephon Marbury e Rajon Rondo podem dar à equipa de Boston o suporte essencial, caso o Big Three esteja em dia não.



Os Bulls vêm de um dos melhores períodos da sua história pós-MJ, na qual recuperaram, em cerca de dois meses, de um recorde negativo de oito derrotas.
A grande questão é que esta equipa depende muito de Derrick Rose (ainda um rookie) e do pulmão de jogadores como Noah e Thomas.
Outro handicap para a equipa de Chicago é que, sendo certo que o recém-chegado de Sacramento John Salmons se tem exibido a bom nível, o lesionado Luol Deng parecia ser o jogador indicado para a árdua tarefa de parar Paul Pierce.
Se os Bulls querem uma hipótese nesta série, não podem, de modo nenhum, perder em casa.

A minha aposta: Celtics 4 - 2 Bulls

(3º) Orlando Magic vs. Philadelphia 76'ers (6º)



Apesar de terem tremido nos últimos tempos, os Magic parecem ser os grandes adversários de Cleveland pelo título de Este, com D12 a ser um nome quase tão temido pelos adversário como LeBron, muito devido à escassez de postes que atravessa a Liga.
A série com os Sixers, uma equipa muito frágil nesta fase, parece ser ideal devido às condições de Rashard Lewis e Hedo Turkoglu o que permitirá à equipa da Flórida tempo para lhes dar uma recuperação e integração sustentada no seu plano de jogo.
Grande parte do sucesso dos Magic tem, apesar de tudo, passado pelos bases. Primeiro Jameer Nelson a exibir-se a nível de All-Star e depois um inesperado Rafer Alston que não trouxe aos adeptos da equipa de Van Gundy saudades do titular.



Na época passada a equipa então orientada por Maurice Cheeks foi uma das surpresas, se não A surpresa da NBA.
Uma equipa jovem, chegou aos play-offs, onde nada lhes era exigido e actuou a um excelente nível.
Um ano a seguir, com a chegada do supostamente renascido Elton Brand, a equipa, agora mais madura, era apontada como uma das quatro mais fortes da conferência Este.
O certo é que Brand voltou a lesionar-se, Iguodala não acertou no início da época e a equipa agoniza de trás da linha de três pontos, bem como nos lances livres.
Pior de tudo é que esta época era pedido algo à turma da Pensilvânia. E o muito que ela parece disposta a dar é uma dor de cabeça no Verão sobre a renovação ou não do melhor jogador da época, 'Dre Miller.

A minha aposta: Magic 4 - 0 76'ers

(4º) Atlanta Hawks vs. Miami Heat (5º)




Os Hawks têm uma excelente hipótese de avançar até a segunda ronda do play-off pela primeira vez esta década (mais precisamente desde 1999).
Uma equipa que tem sido das menos faladas mas também das menos contestadas da Liga, tem sido excelente em casa, fazendo lembrar um pouco os Jazz da época anterior.
O grande problema é que, atingindo o 4º lugar, vão jogar contra a melhor das equipas que é pior do que eles próprios. E mesmo isto está num plano puramente teórico.
Resta aos Hawks não vacilar, principalmente em casa, e tentar jogar serenamente, confirmando o favoritismo que quase todos lhes atribuem.



Há um factor enorme que pode dar aos Heat esta eliminatória: D-Wade.
O Flash trouxe a pior equipa de Este no ano passado até a uma posição em que lutaram pela home-court advantage até bem perto do fim da fase regular.
A grande questão é que Jermaine O'Neal não é ainda o jogador monstruoso que foi em tempos e Udonis Haslem parece ser um elo relativamente frágil nesta equipa.
Prova de fogo terão também os rookies Mario Chalmers e Michael Beasley ao terem pela frente o veterano Mike Bibby e o explosivo Josh Smith, um dos melhores defesas da liga, respectivamente.


A minha aposta:
Atlanta Hawks 4-3 Miami Heat

13/04/09

O sprint final

Publicada por Laercio

Pouco resta para definir nestas últimas três noites de regular season, mas esse pouco pode significar muito para algumas equipas. Apesar de já termos as 16 equipas apuradas para os Play-offs, suas posições ainda estão longe de ser definitivas e esses meros dois jogos, que ainda restam para cada equipa, podem significar um adversário, em teoria, mais acessível na 1ª ronda dos Play-offs.


Eastern Conference

Já se conhece as oito equipas apuradas para os Play-offs, assim como a respectiva ordenação das 4 primeiras (1º Cleveland Cavaliers, 2º Boston Celtics, 3º Orlando Magic, 4º Atlanta Hawks). Em relação às outras 4 equipas, temos uma interessante luta por posições.



Como se pode ver na imagem, os Miami Heat só precisam de uma vitória para manter o 5º posto, e assim enfrentar os Hawks na 1ª ronda dos Play-offs.

Philadelphia 76ers, Detroit Pistons e Chicago Bulls lutam pelo 6º posto, com vista num confronto contra os Orlando Magic, que é na teoria o adversário mais acessível. Ainda mais agora com a lesão do seu SF Hedo Turkoglu, no entanto segundo os responsáveis dos Magic essa não o impedirá de jogar já o 1º jogo dos Play-offs, dia 18/04.

O 7º lugar é sem dúvida mais desejado que o 8º, visto que os Celtics não têm estado numa boa fase e tem ressentido a falta do seu PF Kevin Garnett. Enquanto os Cavaliers parecem estar cada vez melhores.

Os Bulls enfrentam os Piston hoje, num confronto onde o 8º lugar poderá ficar já definido.


Divisões
Quanto aos campeões das divisões, os Celtics ficaram com o titulo da Atlantic, Cavaliers com o titulo da Central e os Magic com o titulo da Southeast.


Western Conference

Do lado banhado pelo Pacífico a luta por posições é ainda mais intensa, sendo que o único seguro de sua posição são os LA Lakers (que sagraram-se mais um vez campeões da Pacific division). Do 2º ao 8º tudo pode mudar em dois jogos, o que prova mais uma vez a competitividade desta conferência.


Utah Jazz e Dallas Mavericks lutam para não ficar em 8º, e escapar de um confronto contra os Lakers. New Orleans Hornets precisam apenas de uma vitoria para manter o 6º lugar, visto que o 5º já não é possivel. Quanto ao calendario, os Hornets tem dois jogos complicados enquanto os Jazz e os Mavericks tem um jogo complicado e outro mais acessivel, cada.

Denver Nuggets tem a vantagem de uma vitoria em relação a San Antonio Spurs, Houston Rockets e Portland Trail Blazers. Ambas lutam pelo 2º lugar, mas a diferença entre os possiveis adversarios na 1ª ronda dos Play-offs é quase nula.

O que realmente esta em jogo é o titulo das respectivas divisões.


Nuggets e Blazers jogam no dia 15 pelo titulo da divisão Northwest (caso ganhem os respectivos jogos hoje), num dos jogos mais importantes do ultimo dia da regular season.

Spurs e Houston não decidirão o titulo de forma directa, mas a emoção é garantida. Os Spurs tem o calendario mais acessivel.

31/03/09

Recordista Howard

Publicada por Anónimo

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Deron Williams impotente perante a força de Dwight Howard

Dwight Howard bateu ontem um recorde durante a partida frente aos Miami Heat. O poste dos Magic tornou-se no jogador mais novo na história da Liga a atingir a marca dos 5000 ressaltos obtidos, sendo que já tinha sido o mais jovem a chegar aos 1000, 2000, 3000 e 4000 ressaltos. O anterior detentor desta marca era o mítico Wilt Chamberlain que a tinha alcançado com 25 anos e 128 dias de idade - Superman conseguiu-a com menos 2 anos, sensivelmente (23 anos e 112 dias).

Howard já reclamou o seu lugar na História da Liga e é lá que promete marcar (ainda) mais o seu nome. E há que ter em conta a sua juventude...

Já são conhecidos os mais recentes vencedores do sempre prestigioso prémio de Jogador da Semana. São eles, Tony Parker, base dos San Antonio Spurs, no Oeste e, a Este, Dwight Howard, poste dos Orlando Magic.

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Dwight Howard assiste a mais um lançamento com sucesso de Tony Parker

O francês encabeçou a sua equipa para uma semana de 3 vitórias e 1 derrota, acumulando médias de 27.5 pontos e 8.3 assistências, por jogo. O momento da semana para o marido da, também famosa, Eva Longoria foi o de ter atingido a marca dos 10000 pontos, no total da sua carreira, tornando-se assim o 4º jogador da história da franquia a alcançar tal feito.

Os Magic não desarmam na sua perseguição ao 2º lugar da conferência Este - 3 vitórias em 3 jogos. Para tal, contam com as super prestações do seu abono de família, Dwight Howard, que averbou 23.7 pontos, 14.3 ressaltos e 3.3 abafos por jogo, em média. A transacta semana também serviu para a equipa da Florida oficializar o título da Divisão Sudeste, imitando o feito da temporada 2007 / 2008.

Para consultar a lista completa dos vencedores deste galardão desde o início da época corrente, clicar aqui.

25/03/09

Dwight "Superman" Howard

Publicada por João Miguel Ramos Delgado

Depois de ter falado de LeBron James, irei falar desta vez do big man da nba na próxima década: Dwight Howard.


Dwight Howard teve tanto sucesso na escola secundária, que decidiu não ir para a universidade e tornar-se uma possível escolha do draft de 2004. Sendo uma grande promessa, foi a 1ª escolha, por parte dos Orlando Magic que tinham perdido Tracy McGrady e tiveram um registo bastante fraco na época anterior. Howard foi uma influência logo no ano de estreia, conseguindo uma média de duplo-duplo (12 pontos e 10 ressaltos por jogo).

No ano seguinte, depois de muito treino localizado, melhorando as suas fraquezas, conseguiu um ano de sophomore (foi seleccionado para a equipa sophomore no fim de semana All-Star, depois de no ano anterior ter sido escolhido para a equipa rookie) muito sólido com médias de 15.8 pontos e 12.5 ressaltos por jogo, ficando em segundo da liga em ressaltos por jogo. Apesar de um ano de crescimento, os Magic falharam os playoff novamente.

No terceiro ano, Howard era já uma das principais estrelas da liga, qualificando os Magic para os Playoff com a 8ª posição na conferência, perdendo na primeira ronda para os futuros finalistas de conferência, Detroit Pistons. Howard fez médias de 17.6 pontos e 12.3 ressaltos por jogo nessa época, sendo o jogador com melhor média de ressaltos por jogo da liga. Era já evidente que Howard era uma potência defensiva.

2007-2008 seria então o melhor ano até à data para Howard, liderando a liga em duplo-duplos (69 ao todo) e conseguiu a fantástica marca de 20 pontos e 20 ressaltos num jogo em 8 ocasiões. A meio da época venceu o troféu do concurso de afundanços, com tentativas bem originais.
Os Magic chegariam aos PO com o terceiro registo da conferência, eliminando os Raptors na primeira ronda, com Howard num plano fantástico, mas perdendo contra os Pistons na ronda seguinte.


Neste ano, Howard é já uma das principais estrelas da liga, e um dos candidatos ao MVP, liderando a liga em ressaltos e blocos por jogo.

Records:

- Jogador mais jovem de sempre a atingir 3000 e 4000 ressaltos
- Jogador mais jovem de sempre a conseguir média de duplo-duplo
- Jogador mais jovem de sempre a atingir 20 ressaltos num jogo
- Jogador mais jovem de sempre a liderar a equipa em ressaltos por jogo.

18/02/09

Uma partida sobrenatural

Publicada por Meirinho

Dias depois de ter sido batido por Nate Robinson no Slam Dunk Contest do All-Star, Dwight Howard reafirmou o estatuto de poste mais dominante da actualidade na NBA.


Emeka Okafor foi impotente para conter o Super-Homem.


O gigante de Orlando arrancou ontem para uma exibição arrasadora, assinando 45 pontos, 19 ressaltos e 8 desarmes de lançamento, o que constitui um registo histórico. Nunca outro atleta havia feito um total tão elevado nestas três estatísticas.
Howard prepara-se ainda de destronar Shaquille O'Neal como jogador com mais duplos-duplos consecutivos da história dos Magic - leva já 18.
Apesar da inspiração do seu líder, o conjunto de Orlando encontrou sérias dificuldades para suplantar os Charlotte Bobcats, sendo obrigado a disputar um prolongamento perante o seu público.
Gerald Wallace regressou à competição, apontando 8 pontos em 39 minutos de utilização.