05/03/12

Jornada dos Point Guards

Publicada por Fábio Mesquita

Neste momento em que escrevo decorre ainda o último jogo deste domingo da NBA (os Nuggets em San Antonio) mas pode já dizer-se que esta noite fica marcada por três prestações notáveis de point guards que guiaram três equipas (curiosamente todas da conferência Este, também contra adversários dessa mesma conferência) à vitória. Comecemos então, por ordem cronológica:


(18-19)111-115(19-17)
@ TD Garden, Boston, Massachussets

Falar em point guards num jogo dos Knicks e não referir Jeremy Lin é algo invulgar neste último mês, mas a verdade é que, no jogo de hoje, foi Rajon Rondo quem brilhou ao mais alto nível, apesar de toda a polémica que se tem levantado à volta do ainda jovem base da equipa de Boston, com rumores sobre uma possível troca, ainda que nada tenha surgido ainda em concreto sobre possíveis destinos para o número 9 dos Celtics.

Com a prestação de hoje, Rondo juntou o seu nome aos históricos Magic Johnson e Jason Kidd
como únicos jogadores a registarem pelo menos 15 pontos, ressaltos e assistências num jogo.

Num jogo que acabou empatado a 103 após os 48 minutos regulamentares, Rondo mostrou uma enorme classe e frieza, participando em todos os pontos da equipa da casa no prolongamento, contabilizando nesses cinco minutos 5 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências, naquele que foi o seu segundo triplo-duplo nos últimos três desafios, acabando com a brilhante marca de 18 pontos, 20 assistências e um recorde de carreira de 17 ressaltos.


(12-26)104-101(4-31)
@ Time Warner Cable Arena, Charlotte, Carolina do Norte

Não menos impressionante foi a actuação de Deron Williams, que conseguiu 57 pontos esta noite (mais 10 do que os seus colegas juntos), estando perfeito na linha de lance livre (21 convertidos em 21 tentativas) na derrota que os Nets infligiram aos Bobcats, a equipa com pior recorde da NBA até ao momento esta época. D-Will, que tal como Rondo nos Celtics, pode não ficar durante muito mais tempo na equipa de New Jersey, tornou-se, com esta prestação, não só o jogador com mais pontos nesta época num jogo, mas também escreveu o seu nome como o jogador com mais pontos num jogo da história dos New Jersey Nets e ainda se tornou o segundo jogador com mais pontos marcados num jogo aos Charlotte Bobcats, com apenas um ponto menos do que Kobe Bryant, em 2006.

Num confronto entre duas equipas que têm tido uma época difícil, Deron Williams sobressaiu.

Deron Williams juntou ainda a esta sua prestação 6 ressaltos, 7 assistências, 1 roubo de bola e 1 bloco, numa partida em que nem tudo foram boas notícias para a turma de New Jersey, já que Brook Lopez saiu do encontro com uma lesão no tornozelo do pé direito (que será reavaliada amanhã), o mesmo pé que o impediu de dar o seu contributo nos primeiros 32 jogos desta temporada, devido a uma fractura.

(31-8)96-91(22-16)
@ Wells Fargo Center, Philadelphia, Pennsylvania

Por fim, aquela que, sendo a menos estrondosa da noite, não deixa de ser uma prestação de luxo, num jogo em que os Bulls (líderes da divisão Central e também da conferência Este) derrotaram os 76'ers (líderes na divisão do Atlântico), algo que não acontecera nos últimos três jogos entre estas equipas (até agora a pior série para os Bulls).

O MVP da temporada passada coleccionou mais uma exibição de alto nível, ajudando os Bulls a
manterem o seu estatuto de líderes na conferência Este.
Rose marcou 35 pontos, igualando o seu máximo esta temporada, juntando-lhes ainda uns sólidos 4 ressaltos, 8 assistências, 1 roubo de bola e 1 bloco, numa noite em que os Bulls aceleraram na segunda parte, para ultrapassar um défice de 6 pontos que tinham no intervalo. Também importante nesta vitória foi Joakim Noah, que dominou as tabelas com 18 ressaltos e 11 pontos. Dos lado dos comandados de Doug Collins, Elton Brand foi o melhor, com um duplo-duplo de 13 pontos e 14 ressaltos.

02/03/12

Homem ou Mito?

Publicada por Fábio Mesquita

Não há muito tempo falámos dele. Hoje, é imperativo falar de novo. Completam-se hoje cinquenta anos sobre um dos recordes mais inalcançáveis da história da NBA. Em 2 de Março de 1962, em Philadelphia, Wilt Chamberlain marcou uns fantásticos cem pontos, na vitória dos Philadelphia Warriors (equipa que veio a "separar-se" para os actuais Philadelphia 76'ers e os Golden State Warriors) frente aos New York Knicks, por 169-147.

O único jogador a andar (relativamente) perto deste marco foi Kobe Bryant, com uns também marcantes 81 pontos, ao serviço dos Los Angeles Lakers, em 2006, frente aos Toronto Raptors. De realçar, no entanto, que Kobe beneficiou dos três pontos, regra ainda inexistente nos tempos de Chamberlain.




Chamberlain mostra ao mundo o seu recorde, numa das noites mais marcantes e,
provavelmente, irrepetíveis, da história da NBA.

Jogando os 48 minutos completos (ainda assim uma média de mais de 2 pontos por minuto), Chamberlain conseguiu 23 pontos no primeiro período, elevando a contagem para os 41 até ao intervalo. O recorde fixou-se com mais 28 pontos no terceiro e 31 no derrado período, consolidando um jogo com 36/63 lançamentos de campo e uns fantásticos 28/32 lançamentos livres (para um jogador com média de carreira de pouco mais de 50% nesta vertente).

Chamberlain retirou-se em 1973, com uns fantásticos 128 recordes da NBA na sua posse. O mais curioso é que, quase quatro décadas passadas, mantém ainda 98 desses recordes.

20/02/12

Resumo - Divisão Atlantic

Publicada por João Miguel Ramos Delgado



CONFERÊNCIA ESTE
DIVISÃO ATLANTIC








Team, team, team, é esta a realidade dos 76'ers nesta versão Doug Collins. Depois de na época passada a equipa de Philadelphia ter feito uma época com 42 vitórias e 42 derrotas, as perspectivas só podem ser de melhoria, para esta época mais reduzida devido ao lockout. E que melhoria tem sido, com a actual liderança da divisão do Atlântico! 

Os Sixers alicerçam o seu jogo numa defesa muito sólida (são mesmo a equipa que menos pontos permite aos adversários - média de 87.2 por jogo), fruto do atleticismo e solidariedade dos seus jogadores, faltando, no entanto, fruto desta filosofia muito virada para a equipa, um verdadeiro scorer, um jogador que seja capaz de fazer 20/25 pontos numa base diária. Esta tarefa tem sido, quando necessário, assumida pelo base Lou Williams, que corre o risco de se tornar o primeiro jogador desde Dell Curry em 1993/94, de Charlotte, a ser o melhor marcador de uma equipa, sem começar qualquer jogo a titular.

Record actual: 20-11
Ranking Divisão: 1º
Ranking Conferência: 3º




O Big Three de Boston não caminha para novo. Os Celtics não são já, como há dois/três anos, candidatos indiscutíveis ao título. Mas a experiência e consistência de Allen, Pierce e Garnett e ascensão de Rajon Rondo como um point guard de elite dão à equipa de Doc Rivers condições para ombrearem com qualquer equipa. 
Muito se especulou sobre os efeitos que uma época reduzida pelo lockout poderia ter na envelhecida equipa de Boston e é certo que a época dos C's não começou da melhor maneira mas, 29 jogos volvidos, têm já um recorde positivo e parece muito difícil que não cheguem ao play-off onde, independentemente de quem encontrarem, podem ser um osso duríssimo de roer.

Record actual: 15-14
Ranking Divisão: 2º
Ranking Conferência: 7º




Nova Iorque é a capital do basquetebol, dizem os que lá vivem. No entanto, a última década trouxe tudo menos momentos de alegria para os fanáticos adeptos dos Knicks. A esperança revigorou-se em 2010. À chegada de Amar’e Stoudemire seguiu-se o ingresso de Carmelo Anthony, menino bonito de Syracuse. As duas estrelas trouxeram a ilusão de volta ao MSG mas os resultados continuaram sem aparecer neste início de temporada. Eis que então surge um jovem de raízes asiáticas, undrafted, que, qual toque de Midas, devolve a alegria e o delírio ao público do Garden. 
O eclodir de Jeremy Lin, a contratação de JR Smith e os regressos de Baron Davis e Josh Harrellson à competição conferem aos Knicks uma surpreendente profundidade num plantel que fora dizimado pela “Melo trade” da época passada. A questão que se coloca é: serão os Knicks capazes de lutar pelo título? Ainda é cedo para responder mas uma coisa é certa – Nova Iorque voltou a respirar basquetebol.

Record actual: 15-16
Ranking Divisão: 3º
Ranking Conferência: 8º  




De cenários hipotéticos é construído o futuro dos Nets, que se despedem de New Jersey e preparam a mudança para o Brooklyn, principal marca da era Prokholov. E esta não é a única mudança iminente numa das equipas mais carismáticas da década passada. Com Dwight Howard (actualmente em Orlando) e Deron Williams, com apenas um deles, ou até sem nenhum dos dois pode ser construída a próxima época da equipa, que aposta tudo no mercado do final desta época. Entretanto e porque o tempo não pára, esta tem sido uma época agonizante para os Nets. 
Deron Williams parece triste em campo, Brook Lopez, um dos centers de referência da NBA, lesionou-se gravemente e apenas agora se prepara para a sua estreia esta época e Kris Humpries, ainda que em bom nível para o que dele se esperava e exigia, é claramente pouco para ajudar D-Will a construir uma equipa ganhadora no imediato.


Record actual: 9-23
Ranking Divisão: 4º
Ranking Conferência: 12º




São, de há uns anos a esta parte, o único representante canadiano na NBA e, também de há uns anos a esta parte, que a realidade da equipa de Toronto tem sido uma espécie de travessia do deserto. Nem aparecem possibilidades de uma reconstrução declarada da equipa, nem tem sido feita uma solidificação que permita elevar gradualmente o nível do franchise. 
O center italiano Andrea Bargnani é a estrela da equipa, ele que foi a escolha número 1, pelos Raptors, no draft de 2006, mas as perspectivas da equipa não parecem muito diferentes das da passada temporada. Não serão certamente, a pior equipa do Este, mas a luta por uma vaga no play-off é pouco mais que uma miragem para a equipa de Toronto.

Record actual: 9-23
Ranking Divisão: 5º
Ranking Conferência: 13º

18/10/09

Reflectir é palavra de ordem

Publicada por João Oliveira

Está aberto o período de reflexão da NBA.
Após uns dias de excitação, provocados pelas primeiras exibições das equipas que militam na liga, pelas estreias de rookies, de novas contratações, pelas velhas estrelas, enfim, pelas mais diversas razões, os adeptos começam a ter uma base razoável para formar as primeiras opiniões.

Muitos poder-me-ão dizer que já toda a gente sabe que os Lakers ou os Celtics são candidatos ao título. Que os Knicks não deverão atingir os playoffs (sem desprimor para com os nova-iorquinos).
Se perguntarmos a parte dos fãs, aliás, existem pouco mais que uma ou duas dúvidas no que diz respeito a posições finais.
No entanto, nada disso se pode confirmar até à entrada dos atletas no pavilhão.

Tal já sucedeu. E é, então, agora que os amantes deste desporto formam as suas teorias e confrontam os seus conceitos anteriormente formados. Claro está que é apenas uma amostra, ainda, mas decerto permite uma melhor análise.


15/08/09

Quentin Traderson

Publicada por João Oliveira

Foi anunciada a mais recente troca deste Verão, protagonizada pelo maior trade filler do momento. Quentin Richardson, base-extremo que se destacou ao serviço dos Clippers e dos Suns, foi trocado pela quarta vez desde que acabou a sua carreira de quatro anos ao serviço dos Knicks.



Desta feita chega aos Heat. E ao que parece, é para ficar. Pelo menos até ao fim do contrato, já em 2010. Quentin é um amigo de longa data de Wade, um bom spot-up shooter, capaz de lançar triplos importantes para a turma de Miami. No entanto, algo fica no ar. Depois de constantemente trocado por jogadores menores, é possível que a moral não esteja muito alta. Note-se que "a moral não esteja muito alta" é, a meu ver, um eufemismo.

Ele foi útil. Ele tem a capacidade para ser útil. Mas será útil? A estrutura mental de Richardson estará a sofrer a derradeira prova de fogo, naquela que poderá ser a derradeira hipótese de conseguir um contrato razoável e continuar ao serviço de equipas de NBA com algo mais do que trash minutes.

05/04/09

0:00.1

Publicada por Meirinho

New York, 15 de Janeiro de 1990. Os Bulls vinham à Cidade. Michael Jordan liderava a lista dos melhores marcadores da Liga pela 4ª ocasião consecutiva, Scottie Pippen preparava-se para a sua estreia no jogo All-Star e Phil Jackson acumulava os primeiros meses de experiência enquanto treinador principal, sedimentando as bases para a profusão de títulos que se avizinhava.



Jordan encontra a oposição de Ewing.



O encontro constituía a reedição das meias-finais da Conferência Este da época anterior, nas quais a turma do Illinois suplantara os Knicks de Bernard King, Charles Oakley e Patrick Ewing em seis jogos. O entusiasmo tomava naturalmente conta do Madison Square Garden e o jogo correspondia às expectativas, marcado por uma toada de extremo equilíbrio. Cheirava a prolongamento. Quando, a momentos do final, o conjunto nova-iorquino pediu um desconto de tempo, o marcador assinalava um empate a 106 pontos e o relógio acusava 1 décimo de segundo por jogar. 1 décimo de segundo, menos tempo do que um olho humano leva a piscar.


Foi então, literalmente, num abrir e fechar de olhos que tudo aconteceu.


Mark Jackson, quase em frente do banco da casa, procurou solicitar o seu poste para uma tapinha, mas os Bulls estavam avisados e cortaram a opção de passe para Ewing. Em desespero, Jackson viu o veterano atirador Trent Tucker, marcado de perto por Pippen, a aproximar-se e colocou-lhe a bola nas mãos. E bem na cara de um dos melhores defensores de todos os tempos, Tucker subiu e atirou. Sem espinhas.



Phil Jackson pressiona o juíz.



As bancadas exultaram, os jogadores de Nova Iorque correram para os balneários em celebração, e Phil Jackson revoltou-se. Depois de pedir a invalidação da jogada, o treinador dos Bulls acusou a arbitragem de proteger a equipa da casa e os próprios responsáveis nova-iorquinos de manipularem o relógio de forma a que este corresse mais lentamente sempre que os Knicks se encontravam em posição de desvantagem.


O protesto apresentado por Chicago foi indeferido pela Liga, mas o comissário David Stern decretou a reforma dos marcadores electrónicos na NBA e estabeleceu uma nova directriz que determinava a impossibilidade de se tentarem lançamentos em posse de bola após reposição com menos de 3 décimos de segundo no relógio.


Nascia a Regra Trent Tucker.



Lee desvia em último recurso.



Quase 17 anos passariam até que uma equipa encontrasse forma de contornar esta regra. A mesma equipa, no mesmo pavilhão. A 20 de Dezembro de 2006, os Knicks recebiam em casa os Bobcats, mas 57 minutos, 59 segundos e 9 décimos não bastariam para se encontrar um vencedor. Novamente um base de Nova Iorque reporia a bola em jogo a um décimo de segundo do final perante Jordan, Oakley e Ewing, presentes naquela noite no Garden. Jamal Crawford atirou o esférico para as imediações do cesto e David Lee saltou mais alto do que Emeka Okafor, desviando-a com as pontas dos dedos.


Déjà vu.







(O vídeo apresenta ambas as jogadas abordadas.)

01/04/09

Final 99' Jogo 5: Knicks-Spurs

Publicada por Posuer

No Jogo 5 das Nba Finals, Latrall Sprewell dos Knicks e Tim Duncan dos Spurs protagonizaram um all-out shootout em que Sprewell ganhou a batalha mas Duncan ganhou a guerra.

Tim Duncan dos Spurs contrastava com Sprewell pois tinham personalidades muito diferentes, e protagonizaram um dos mais excitantes duelos das Nba Finals há mais ou menos 10 anos atrás.

Embora na primeira parte Spree (como também é conhecido) tenha conseguido fazer mais pontos pois atirava de fora fazendo um 25-15 a Duncan. Na Segunda parte a história foi diferente e Duncan mais alto e mais profundo jogou no garrafão e fez 21-10 a Spree e que levou os Spurs a ganhar 78-77 e a fechar o campeonato de 99 sendo a única ex-equipa da ABA a ganhar o mesmo.


Os Knicks estavam em baixo pois nessa altura Patrick Ewing tinha rasgado o tendão de aquiles e ficou impedido de jogar este jogo decisivo e detonar Duncan, estrela de segundo ano . Já no outro lado os Spurs tiveram muito ocupados a encontrar quem marcasse bem Sprewell pois ele dirigia o jogo dos Knicks e fez de tudo para evitar a derrota. Chegou mesmo a fazer um buzzer-shot em desequilíbrio para tentar a vitória visto que os Knicks perdiam por um ponto mas falhou. 'Spree foi fantástico' disse o treinador dos Spurs, Gregg Popovich, 'Ele entrou num desses momentos onde não importava se estavam em cima dele ou não, que ele arranjaria maneira de encestar de qualquer modo. Quando ele entra nestes momentos, já se sabe que ele vai ser assustador. Ele entra no seu espaço.'




Ganhar o Campeonato foi também o culminar de uma época fantástica de Tim Duncan que teve umas grandes estatísticas:


PPG:21.7(6º)

RPG:11.4(5º)

BPG:2.52(7º)

FG&:0.495(8º)

Foi nomeado MVP das Nba Finals e ganhou o Campeonato tudo isto na 2ª época na Nba!

Ficam aqui dois Vídeos:


Spurs nas Finais de 1999:

New York Knicks de 1999:


28/02/09

"Starbury" nos C's

Publicada por Anónimo

Stephon Marbury, libertado pelos New York Knicks assinou pelos Boston Celtics até ao fim da época, num contrato que irá custar aos cofres da turma de Boston 1.2 milhões de dólares, cerca de 52 mil dólares por jogo (faltam 23 para o fim da fase regular).

Marbury acabará por ganhar perto do dobro devido ao buy-out com a equipa de Nova Iorque.



Os Miami Heat mostraram-se também interessados no PG conhecido pela sua difícil personalidade, mas não tinham condições financeiras para superar a proposta dos Celtics sem ultrapassar a luxury tax, para além do nível desportivo que a turma de Boston oferece.

Resta saber até que ponto Marbury conseguirá lidar com a provável situação de ser suplente de Rajon Rondo, que tem protagonizado uma época a rondar o triplo-duplo.

O início da tarde de hoje na costa leste dos Estados Unidos fica marcado por mexidas na equipa que actua no mítico Madison Square Garden, bem como por mais alterações nos Bulls, após a troca de ontem com os Sacramento Kings.

Os New York Knicks encetaram com os Bulls a troca de Larry Hughes por Tim Thomas, Jerome James e Anthony Robertson. Hughes já há algum tempo procurava uma troca e, com a chegada de Salmons, menos espaço iria ter na equipa de Chicago.



Para os Knicks esta troca dá um novo alento à sua luta pelos play-offs, adicionando ao backcourt uma maior capacidade de concretização, algo que não tem acontecido desde a ida de Jamal Crawford para Golden State.

Ainda hoje os Knicks trocaram Malik Rose por Chris Wilcox, dos Oklahoma City Thunder, jogador envolvido no negócio com os Hornets por Tyson Chandler, que veio a ser cancelado.

07/02/09

A louca Conferência ... Este

Publicada por Meirinho

Ao longo da passada década, a NBA ficou marcada por um intenso domínio das formações de Oeste, com os 7 títulos conquistados em conjunto por Lakers e Spurs como corolário. O Este vive na sombra enquanto Conferência dominante desde que Isiah Thomas, Joe Dumars, Scottie Pippen e Michael Jordan brilhavam a grande altura.



Jordan foi a grande figura da última dinastia da uma equipa do Este.

Depois dos Bulls, ninguém mais sediado nesta Conferência conquistou dois títulos consecutivos.



Mas não só de títulos se construiu tal supremacia. Mediante uma migração gradual de talento, foi no Oeste que se assistiu à maioria dos grandes duelos, num cenário de competitividade exacerbada pelos lugares de acesso aos play-offs. E ainda que a tendência da supremacia de qualidade individual e colectiva se mantenha, pertencendo 7 dos 10 melhores recordes da Liga a formações ocidentais, é do lado do Atlântico que mais incerta se revela a luta pelos últimos bilhetes para a postseason.
A pouco mais de 30 jogos do final da época regular, é possível distinguir três grupos na Conferência Este. Encabeça-a um trio de elite com legítimas aspirações ao título, formado pelos campeões em título Boston Celtics, Cleveland Cavaliers e Orlando Magic. Após um segundo plano onde se encontram Atlanta Hawks, Detroit Pistons e Miami Heat, surge um autêntico pelotão de 8 equipas, separadas na classificação por 8 jogos, ainda com legítimas aspirações a figurar nas rondas eliminatórias.


Esta tabela ilustra a classificação das equipas que lutam actualmente pelos dois últimos postos.


Os donos da 7ª vaga são presentemente os Philadelphia 76'ers, com uma proporção de vitórias de 0,500. Depois de terem marcado presença nos play-offs no ano passado com uma equipa bastante jovem, os Sixers apostaram em Elton Brand, 2 vezes All-Star, para reforçar o plantel. Um arranque de época desastroso levou ao despedimento do técnico Mo Cheeks, mas a juventude de Philadelphia vem respondendo à altura e procurará nova vaga entre os 16 melhores da Liga sem o contributo de Brand, já que o Power Forward não voltará a equipar esta época.
Seguem-se os Milwaukee Bucks, que seguram ainda a 8ª e última posição de acesso aos play-offs. O conjunto do Wisconsin, que Scott Skiles tornou num dos melhores a nível defensivo, viu as suas aspirações sofrer um duro revés mediante as lesões graves dos atletas olímpicos Michael Redd e Andrew Bogut. Assentará assim nos ombros de Charlie Villanueva, que quebrou já a barreira dos 20 pontos por 11 ocasiões em 2009, e Richard Jefferson, transferido dos Nets, a responsabilidade de devolver as grandes noites ao Bradley Center.
Uma das grandes surpresas durante a primeira metade da temporada foram os New Jersey Nets. Aproveitando um calendário relativamente favorável e a emersão de Devin Harris como um dos mais talentosos bases da Liga, os pupilos de Lawrence Frank, treinador há mais tempo em actividade na Conferência, desafiaram as previsões que os apontavam como uns dos mais fracos competidores da NBA e demonstraram quão promissor será o seu futuro. O agora capitão Vince Carter tentará proporcionar experiência ao mais alto nível aos jovens Nets.
Na Cidade do Vento mora uma equipa em consolidação. Os Bulls de Vinny Del Negro usufruíram da 1ª escolha do Draft de 2008, garantido com Derrick Rose uma opção de topo para a posição de base, mas continuam a padecer de carências no frontcourt e instabilidade no balneário, já que Larry Hughes não parece fazer parte dos planos da equipa técnica. Ainda assim, talento não falta em Chicago, onde se salientam ainda Ben Gordon, Luol Deng e o recuperado Kirk Hinrich.


O antigo base dos Spurs tem um desafio de monta no comando técnico de Chicago.


2010 está à vista, e a Cidade que Nunca Dorme já sonha com as estrelas que poderão desfilar no Madison Square Garden. Não será, no entanto, necessário esperar por LeBron e companhia para assistir ao espectáculo da NBA em Nova Iorque. Os Knicks contrataram Mike D'Antoni, e o ex-treinador dos Suns não tardou a implementar o seu estilo de run and gun totalmente vocacionado para o ataque. Após as saídas de Jamal Crawford e Zach Randolph, os holofotes estão agora voltados para o poste David Lee, ainda que seja difícil ignorar as polémicas que continuam a envolver Eddie Curry e Stephon Marbury. Uma partida e meia apenas separa Knicks e Bucks na tabela.
A três jogos e meio da última vaga surgem os Charlotte Bobcats. A equipa de Michael Jordan sofreu já uma alteração de monta, enviando Jason Richardson para Phoenix por troca com Raja Bell e Boris Diaw; experiência e versatilidade que poderiam pesar a favor da formação da Carolina do Norte numa candidatura à fase final da Liga. A lesão do extremo Gerald Wallace vem, contudo, complicar bastante as contas do lendário treinador Larry Brown.
Fecham este cenário duas das maiores desilusões da prova, ambas marcadas bem cedo na temporada pelo infortúnio. Os Indiana Pacers, liderados pelo recém-eleito All-Star Danny Granger, podem queixar-se do problema no joelho que arredou Mike Dunleavy dos courts durante quase 3 meses, ao passo que em Toronto se lamenta a propensão para as lesões do poste 5 vezes All-Star Jermaine O'Neal. Ainda assim, ambos os conjuntos apresentam-se bem abaixo das suas possibilidades, facto que já custou o lugar a Sam Mitchell, nos Raptors. Nada está perdido para qualquer das equipas, numa altura em que as duas parecem encontrar-se na máxima força.
Já totalmente arredados de qualquer resultado relevante esta época estão os Washington Wizards. Gilbert Arenas, acabado de assinar um novo contrato multi-milionário, e Brandon Haywood falharam todos os jogos esta temporada.

É portanto cedo para avançar com uma previsão fiável no que toca às duas últimas vagas de acesso aos play-offs, ainda que os 76'ers caminhem para uma posição confortável. Os dados estão lançados. O desafio de se bater em confronto directo com os melhores está em causa.

06/02/09

Madison Square Garden

Publicada por Anónimo

Photobucket

"Todos querem jogar bem aqui. Este edifício é especial, porque é o último que resta. Este é o último que mantém todas as memórias de todos os grandes jogadores"

Kobe Bryant

Madison Square Garden é, nada mais nada menos, do que o pavilhão mais famoso do Mundo. Uma arena em que todos os jogadores da NBA gostam de jogar. Pela história do edifício, mas, principalmente, pelas façanhas basquetebolistas que já lá foram conseguidas. A casa dos New York Knicks é também conhecida por ter fãs que, acima de tudo, gostam de basquetebol e possuidores de uma particularidade única: Primeiramente, assobiam os jogadores adversários, tentando intimida-los, contudo, caso um jogador ou o colectivo faça uma actuação brilhante, não se incubem de aplaudir de pé o(s) adversário(s), prestando homenagens inolvidáveis aos envolvidos. Foi o que aconteceu com Michael Jordan, Reggie Miller, Kobe Bryant, LeBron James, etc.

Segunda-Feira, dia 2 de Fevereiro, nos EUA. Em Portugal, é madrugada. Essa noite ficará na história do monumento nova-iorquino: Kobe Bryant rubricou uma exibição perfeita, marcando 61 pontos. Recorde de pontuação no novo MSG. Tudo começou com uma vaia ao base e tudo acabou com uma ovação monumental ao mesmo, com os apoiantes do basquetebol a cantarem de forma arrepiante: "MVP! MVP! MVP!" Kobe emocionou-se.

Não há sítio mais perfeito para efectuar uma exibição de encher o olho. Um pavilhão no qual passam todos os anos estrelas da música, do hóquei, mas que, no entanto, actualmente vê passar uma equipa de basquetebol sem brilho praticante de um basquetebol ofensivo, não poucas vezes atractivo, todavia insuficiente para atingir resultados. Os nova-iorquinos acreditam, indubitavelmente, numa fase menos boa e que tempos áureos, nos quais os Knicks alcançavam títulos e prestavam autênticos hinos ao basketball irão regressar, mais tarde ou mais cedo. Enquanto isso, contentam-se com as superstars que por lá passam um par de vezes por época, o que é demasiado aquém do merecido. Enquanto isso, vão prestando homenagens sucessivas a ídolos da modalidade que tanto adoram e que os presenteiam com actuações absolutamente memoráveis. Cabe aos responsáveis dos Knicks contruírem uma equipa digna do Madison Square Garden. Eles vão tentar já em 2010, no que promete ser um Verão louco para as equipas da Liga.

Com Knicks a grande nível, ou não, este lugar continuará a ser o teatro dos sonhos para qualquer jogador da NBA. E, jogadores como Kobe e LeBron, prosseguirão a escolha de exibições impressionantes para entrar em cena. Parecendo ter o guião decorado, igualando grandes actores que por lá já passaram...

05/02/09

Lee e Parker nomeados Jogadores da Semana

Publicada por Anónimo

Photobucket
David Lee e Tony Parker

David Lee (NY Knicks) e Tony Parker (SA Spurs) foram considerados os jogadores da semana compreendida entre 26/01 e 02/02, na Conferência Este e Oeste, respectivamente.

Lee averbou uma semana impressionante, acumulando 19 pontos e 15.3 ressaltos p/ jogo, em média, alicerçando a equipa dos Knicks para um registo de 3 vitórias e 0 derrotas, uma das quais perante os Rockets do gigante Yao Ming.

O outro premiado foi Tony Parker, jogador que carimbou incríveis exibições nos 3 encontros que os Spurs disputaram na semana transacta, 3 encontros esses em que teve que enfrentar alguns dos melhores bases da NBA (Deron Williams, Steve Nash e Chris Paul). O francês passou incólume a estes desafios acumulando uma média, por encontro, de 25 pontos e 6 assistências.

Para consultar a lista de vencedores completa deste prémio, nesta temporada, clicar aqui.