15/03/12

Resumo da trade deadline

Publicada por João Miguel Ramos Delgado

Foi esta tarde a trade deadline, acabando por agora a possibilidade de as equipas efectuarem trocas entre si. Foi um dia bastante movimentado, como tem acontecido quase todos os anos e vamos agora rever as trocas que foram efectuadas nestas últimas horas e com o quê é que cada equipa ficou:


Nene é movido em trade que envolve 3 equipas



 • F/C Nene
 • F Brian Cook
 • Futura second-round pick



 • G Nick Young



 • C JaVale McGee
 • F/C Ronny Turiaf

Análise: Depois de assinarem com Nene pouco antes de terminar o lockout, os Nuggets trocam o seu center do 5 inicial, que estava no primeiro do contrato de 5 anos que irá render 67M$. Esta troca substitui os 13.4 pontos e 7.4 ressaltos por jogo pelos 11.9 pontos e 8.8 ressaltos de McGee.

Young, que está com média de 16.6 pontos por jogo, traz consigo a habilidade de marcar, coisa que tem faltado nos Clippers desde a perda de Billups.



Era chega ao fim nos Lakers



• G Derek Fisher
• 2012 first-round pick



• F/C Jordan Hill

Análise: Fisher veio para os Lakers com Kobe em 1996 e foram colegas em 5 títulos. Esta parceria termina com os Lakers a trocá-lo por Ramon Sessions. Aos 37 anos, Fisher tornou-se uma fraqueza numa liga com muitos Guards rápidos e jovens.


Jackson retorna aos Spurs



• F/G Stephen Jackson





• F Richard Jefferson
• First-round pick condicional

Análise: Jackson, que já tinha feito parte de uma troca anterior entre os Bucks e os Warriors, reúne-se assim com os Spurs depois de uma estadia curta e atribulada com os Bucks. Um dos favoritos de Gregg Popovich na altura do seu título de 2003 com os Spurs, Jackson traz para San Antonio a sua capacidade defensiva e ofensiva.

Os Spurs terminam a sua ligação com Jefferson, cujo tempo com a equipa esteve bastante abaixo das expectativas e terá um novo começo em Golden State.


Blazers enviam Camby para os Rockets



• C Marcus Camby




• C Hasheem Thabeet
• G Jonny Flynn
• 2012 second-round draft pick

Análise: As acções dos Blazers neste dia sugerem que o front office decidiu "acabar" com a equipa começar o processo de construção do início. Diz-se que Camby afirmou que a ser trocado, o seu destino preferencial seria Houston onde possui uma residência.


Lakers tratam da situação do Point Guard




• G Ramon Sessions
• F Christian Eyenga
• Direito para trocar com os Heat pela 2013 first-round draft pick



• F Luke Walton
• 2012 first-round pick

Análise: Necessitados de um PG sólido e jovem, os Lakers trazem Sessions, que tem como médias 10.5 pontos e 5.2 assistências por jogo esta época. Ao moverem Walton também conseguem livrar algum cap space.

Os Cavaliers conseguem adquirir uma first round pick, que vai de encontro à estratégia de construção da equipa.


Wallace vai para os Nets






• F Gerald Wallace




 • F/C Mehmet Okur
• F Shawne Williams
• Protected first-round pick

Análise: Wallace, que está com médias de 13.3 pontos e 6.6 ressaltos por jogo, é um dos membros sobre o qual os Nets se podem apoiar na construção do futuro da equipa, na ida de New Jersey para Brooklyn.

Okur, que tem tido problemas de lesões, jogando apenas 17 jogos esta época está no último ano do seu contrato e ajudará a livrar cap space para os Blazers.


Barbosa segue para os Pacers





• G Leandro Barbosa



• Second-round draft pick

Análise: Com 14M$ de cap space, os Pacers que querem ir aos Playoff conseguem o scorer para o backcourt que procuravam, que ajudará a tirar algum peso de AJ Price e de George Hill que está a jogar limitado pelo seu ombro em recuperação. Barbosa está com 12.2 pontos por jogo de média esta época.


Grizzlies enviam Young para os Sixers





• G Sam Young




 • Future considerations

Análise: Com esta trade, os Grizzlies limpam completamente todos os vestígios da classe do Draft de 2009, que incluíam ainda Thabeet e DeMarre Carroll.

Para os Sixers, a aquisição de Young que está com 3.5 pontos por jogo em 11.4 minutos adiciona mais um ala à equipa, que já conta com Iguodala, Evan Turner, Thaddeus Young e Jodie Meeks.


Warriors enviam Ellis para os Bucks




• C Andrew Bogut
• G/F Stephen Jackson










• G Monta Ellis
• C Kwame Brown
• C Ekpe Udoh

Análise: Os Warriors solidificam a sua defesa interior com a aquisição de Bogut, que tem um tornozelo partido e poderá não regressar este ano. Ellis oferece capacidade ofensiva aos Bucks e ao lado de Jennings, dá à equipa um duo parecido ao Curry - Ellis que estava em Golden State.

Esta troca oferece ainda aos Bucks a flexibilidade no salary cap depois de se livrarem de Jackson e do seu contrato. Para os Warriors, a maior implicação estará no Draft de 2012, pois a sua pick irá para Utah caso esteja fora dos top-7.

13/03/12

"Querida, troquei os miúdos!" (Parte 1 de 2)

Publicada por Fábio Mesquita

Quem poderia demonstrar todo o seu potencial noutras paragens? Que jogador não encaixa tão bem no estilo de jogo da sua equipa? Que jogador poderia beneficiar de uma troca positiva para os clubes envolvidos e, ainda assim, potenciar as suas capacidades? É esse exercício que pretendo fazer neste artigo.

Poderia, obviamente, falar em nomes consagrados, como Deron Williams, mas pretendo pegar em alguns jogadores que, não sendo nomes de topo na liga, têm capacidades para se tornarem melhores do que demonstram actualmente.

Este artigo será, assim, dividido em duas partes, uma focada em cinco jogadores da conferência Este e outra, a ser publicada amanhã, abordando outros cinco, desta vez de Oeste.





Evan Turner (Guard-Forward, 23 anos)

O primeiro passo para a afirmação de Evan Turner seria a definição da sua verdadeira posição no campo. Se vários são os exemplos de combo guards com sucesso na NBA, um jogador que, para além de point e shooting guard, faz também de small forward é que já não é tão habitual. Nuns Philadelphia 76'ers em que Andre Iguodala, um small forward, é a estrela, Evan Turner fica quase impossibilitado de jogar regularmente na posição que lhe valeu a 2ª posição no draft de 2010, apenas atrás de John Wall.

Esta época: 24.5 MPG; 8.3 PPG;
5.8 RPG; 2.6 APG e 0.424 FG%.
Doug Collins parece agora apostado em colocar Turner numa posição de point guard, mas a oposição do regular Jrue Holiday e de um dos melhores scorers vindos do banco, Lou Williams, colocam bastante pressão nesta adaptação, num jogador que é conhecido mais por criar as suas próprias jogadas do que por ser capaz de se aproximar das dez assistências por jogo numa base regular.

A posição onde "The Villain" pareceria encaixar melhor nestes Sixers seria, portanto, como shooting guard, concorrendo apenas com Jodie Meeks, que parece ser o elo menos forte da equipa do Wells Fargo Center, se excluirmos os claros problemas que Doug Collins e o seu staff têm tido em manter Spencer Hawes saudável na posição de center. Tendo em conta a sua capacidade ressaltadora e as dinâmicas de Philadelphia que beneficiam as saídas para o contra-ataque, esta capacidade de ressalto num guard, que possa imediatamente pôr a bola no outro lado do campo, seria bastante positiva para a afirmação de Turner e para um upgrade ao jogo dos Sixers.

Assim, parece-me que Turner beneficiaria bastante de uma troca e os próprios 76'ers têm nele uma moeda de troca valiosa para um possível negócio que lhes reforce o frontcourt, bem mais necessitado que propriamente as posições mais "criativas" da equipa. E, na minha opinião, o jogador de que irei falar a seguir, poderia ser interessante numa equipa como os Philadelpia 76'ers, especialmente nesta versão Doug Collins, que parece fazer esquecer aos jogadores os seus interesses pessoais, em detrimento de um foco na equipa.



JaVale McGee (Center, 24 anos)

Filho de um ex-jogador dos Trail Blazers e de uma estrela da WNBA o futuro de JaVale só podia ser como jogador de basquetebol. Escolhido pela equipa da capital na 18ª posição do draft de 2008, com apenas 19 anos de idade, McGee vai já na sua quarta época na NBA, tendo médias interessantes de pontos, ressaltos e desarmes de lançamento, essencialmente na temporada corrente e na temporada transacta, com um aumento de produção de cerca de mais 5 pontos, 4 ressaltos e 1 bloco por jogo, em relação às suas épocas de rookie e sophomore.

Esta época: 27.3 MPG; 11.6 PPG;
8.8 RPG; 2.5 BPG; 0.532 FG%.
Ora, vamos por partes. Esta época, McGee, para além de estar no top 20 dos melhores ressaltadores da liga (18º em ressaltos ofensivos e 26º nos defensivos), é o 7º melhor em lançamentos de campo (com uma média de 53.2% convertidos) e ocupa um espantoso 2º lugar como jogador com melhor média de desarmes de lançamento por jogo, apenas atrás de Serge Ibaka, dos Oklahoma City Thunder e à frente de nomes como Andrew Bynum, Josh Smith, DeAndre Jordan ou Dwight Howard. E, o que mais importa salientar, fez isto nuns Washington Wizards que são um marasmo de ideias, na era pós Gilbert Arenas, em que as esperanças de reconstrução da equipa se centram em John Wall.

Sendo precisamente John Wall o único membro considerado intransferível pela direcção da equipa dos Wizards, que apresentam esta época nova imagem (que não se tem reflectido de forma marcada nas exibições da equipa), McGee pode, a qualquer momento, dar o salto para uma equipa mais competitiva, sabendo-se que, ainda para mais, não são muitos os centers de grande valia na NBA (ainda anteriormente referimos os problemas dos Sixers nesta posição) e mesmo equipas de topo como os Miami Heat, os Boston Celtics ou até os Dallas Mavericks poderiam beneficiar de um jogador como McGee no seu roster.


Após quatro épocas em Washington que, apesar de tudo, lhe deram a oportunidade de somar minutos e evoluir o seu jogo, numa equipa sem grande pressão para a obtenção imediata de resultados, McGee torna-se neste Verão um restricted free agent e, pessoalmente, não estranharei se vir McGee a abandonar as riscas vermelhas e azuis dos Wizs por outros padrões, na próxima temporada.






Gerald Henderon (Shooting Guard, 24 anos)

Sendo muito prático, basicamente qualquer jogador beneficiaria em sair da equipa de Larry Brown. Com 5 vitórias e 34 derrotas, é fácil perceber que muitas peças estão em sub-rendimento e, outras tantas, simplesmente não têm talento suficiente para montar um franchise competitivo. Gerald Henderson é, talvez, o principal exemplo de jogadores que poderiam ser relevantes noutras paragens e que se encontram meio perdidas na equipa da Carolina do Norte.

Esta época: 33.3 MPG; 13.9 PPG;
4.2 RPG; 2.0 APG e 0.443 FG%.
A cumprir a sua terceira temporada na Time Warner Cable Arena, a primeira com o estatuto de titular indiscutível, Henderson tem evoluído os seus números e os seus minutos de utilização de uma forma consistente, mesmo numa equipa sem grandes perspectivas, na conferência Este. Duma primeira época em que cumpriu apenas uma média de 8 minutos por jogo, Gerald Henderson vem subindo as suas estatísticas, quer na época de sophomore (subiu a sua média em cerca de 16 minutos, 7 pontos, 2 ressaltos e 1 assistência por jogo), quer na temporada actual (com mais uma subida de aproximadamente 9 minutos, 4 pontos, 1 ressalto e 0.5 assistências por jogo).

Não sendo um jogador que organize muito jogo, nem que seja muito determinante em fazer a sua equipa jogar (o seu número de assistências atesta bem isto), Gerald Henderson poderia ser importante numa equipa em que houvesse claramente um point guard responsável pela organização do jogo ofensivo da equipa, dando-lhe mais liberdade para trabalhar a sua capacidade concretizadora, que está longe de ser medíocre.





DeMar DeRozan (Shooting Guard, 22 anos)



Esta época: 35 MPG; 16.2 PPG;
3.4 RPG; 1.8 APG; 0.413 FG%
O único representante canadiano na NBA atravessa épocas conturbadas e data já de há cinco temporadas a última vez que a equipa de Toronto terminou a fase regular com um recorde positivo. Esta época não será excepção, apesar de alguns jogadores se destacarem, essencialmente na marcação de pontos, como é o caso de Andrea Bargnani ou deste DeMar DeRozan.

DeRozan, a cumprir a sua terceira época na NBA, após ter sido escolhido pelos Raptors na 9ª posição do draft de 2009, é um shooting guard que tem tudo para se assumir como um jogador que assegure uma média de 20 pontos por jogo (dependendo obviamente da equipa onde esteja, mas num conjunto como os Raptors parece uma marca possível), mas não parece que vá ficar do "lado de lá da fronteira" durante muito tempo, já que poderá, em breve, negociar um contrato mais condizente com o seu estatuto, algo em que outras equipas poderão ter uma palavra a dizer.

Apesar de ainda bastante jovem (terá mais década e meia à sua frente de NBA, se tudo correr dentro da normalidade), DeRozan conta já com alguma experiência, tendo já 200 jogos na liga (atingidos no jogo de Domingo passado) ainda que, fruto das épocas pobres da equipa de Toronto (mesmo quando Chris Bosh ainda estava na equipa), esteja ainda à espera da sua estreia num jogo de play-off. Com efeito, várias são as equipas que gostariam de contar com a sua regularidade, quer em minutos, quer em pontos marcados, e certamente que o jogador se sentiria atraído por outras paragens mais competitivas, nos Estados Unidos da América.







Brandon Knight (Guard, 20 anos)

Brandon Knight é o único rookie incluído nesta lista e, como qualquer estreante na NBA, a sua vontade quanto a uma eventual troca fica bastante limitada, pois o seu contrato, para além de custar bastante pouco à sua equipa, não serve como grande moeda de troca em trocas (desculpem-me a redundância) em eventuais negócios com outros franchises.

Esta época: 32 MPG; 12.6 PPG;
3.4 RPG; 3.5 APG e 0.365 3PT%.

Os Pistons não são a equipa dominadora que já foram, nos tempos em que o "Palace" era um verdadeiro inferno, com lotação esgotada durante épocas a fio. Ainda assim, nomes como Rodney Stuckey, Tayshaun Prince, Jason Maxiell, Ben Gordon ou mesmo o também jovem Greg Monroe poderiam montar um núcleo de jogadores interessante. A verdade é que a equipa da cidade dos automóveis parece mais interessada em pensar no futuro, ainda que sem se perceber muito bem em que direcção, devido a algumas renovações de contratos algo estranhas que têm acontecido.

Brandon Knight, parece ser um atleta de futuro, com basketball IQ e que, noutras paragens, poderia potenciar ainda mais o seu jogo e aumentar as suas assistências, bem como aproveitar melhor a sua capacidade ressaltadora, algo que poucas ou nenhumas equipas desprezam num point guard com potencial para se afirmar na liga.

05/03/12

Jornada dos Point Guards

Publicada por Fábio Mesquita

Neste momento em que escrevo decorre ainda o último jogo deste domingo da NBA (os Nuggets em San Antonio) mas pode já dizer-se que esta noite fica marcada por três prestações notáveis de point guards que guiaram três equipas (curiosamente todas da conferência Este, também contra adversários dessa mesma conferência) à vitória. Comecemos então, por ordem cronológica:


(18-19)111-115(19-17)
@ TD Garden, Boston, Massachussets

Falar em point guards num jogo dos Knicks e não referir Jeremy Lin é algo invulgar neste último mês, mas a verdade é que, no jogo de hoje, foi Rajon Rondo quem brilhou ao mais alto nível, apesar de toda a polémica que se tem levantado à volta do ainda jovem base da equipa de Boston, com rumores sobre uma possível troca, ainda que nada tenha surgido ainda em concreto sobre possíveis destinos para o número 9 dos Celtics.

Com a prestação de hoje, Rondo juntou o seu nome aos históricos Magic Johnson e Jason Kidd
como únicos jogadores a registarem pelo menos 15 pontos, ressaltos e assistências num jogo.

Num jogo que acabou empatado a 103 após os 48 minutos regulamentares, Rondo mostrou uma enorme classe e frieza, participando em todos os pontos da equipa da casa no prolongamento, contabilizando nesses cinco minutos 5 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências, naquele que foi o seu segundo triplo-duplo nos últimos três desafios, acabando com a brilhante marca de 18 pontos, 20 assistências e um recorde de carreira de 17 ressaltos.


(12-26)104-101(4-31)
@ Time Warner Cable Arena, Charlotte, Carolina do Norte

Não menos impressionante foi a actuação de Deron Williams, que conseguiu 57 pontos esta noite (mais 10 do que os seus colegas juntos), estando perfeito na linha de lance livre (21 convertidos em 21 tentativas) na derrota que os Nets infligiram aos Bobcats, a equipa com pior recorde da NBA até ao momento esta época. D-Will, que tal como Rondo nos Celtics, pode não ficar durante muito mais tempo na equipa de New Jersey, tornou-se, com esta prestação, não só o jogador com mais pontos nesta época num jogo, mas também escreveu o seu nome como o jogador com mais pontos num jogo da história dos New Jersey Nets e ainda se tornou o segundo jogador com mais pontos marcados num jogo aos Charlotte Bobcats, com apenas um ponto menos do que Kobe Bryant, em 2006.

Num confronto entre duas equipas que têm tido uma época difícil, Deron Williams sobressaiu.

Deron Williams juntou ainda a esta sua prestação 6 ressaltos, 7 assistências, 1 roubo de bola e 1 bloco, numa partida em que nem tudo foram boas notícias para a turma de New Jersey, já que Brook Lopez saiu do encontro com uma lesão no tornozelo do pé direito (que será reavaliada amanhã), o mesmo pé que o impediu de dar o seu contributo nos primeiros 32 jogos desta temporada, devido a uma fractura.

(31-8)96-91(22-16)
@ Wells Fargo Center, Philadelphia, Pennsylvania

Por fim, aquela que, sendo a menos estrondosa da noite, não deixa de ser uma prestação de luxo, num jogo em que os Bulls (líderes da divisão Central e também da conferência Este) derrotaram os 76'ers (líderes na divisão do Atlântico), algo que não acontecera nos últimos três jogos entre estas equipas (até agora a pior série para os Bulls).

O MVP da temporada passada coleccionou mais uma exibição de alto nível, ajudando os Bulls a
manterem o seu estatuto de líderes na conferência Este.
Rose marcou 35 pontos, igualando o seu máximo esta temporada, juntando-lhes ainda uns sólidos 4 ressaltos, 8 assistências, 1 roubo de bola e 1 bloco, numa noite em que os Bulls aceleraram na segunda parte, para ultrapassar um défice de 6 pontos que tinham no intervalo. Também importante nesta vitória foi Joakim Noah, que dominou as tabelas com 18 ressaltos e 11 pontos. Dos lado dos comandados de Doug Collins, Elton Brand foi o melhor, com um duplo-duplo de 13 pontos e 14 ressaltos.

02/03/12

Homem ou Mito?

Publicada por Fábio Mesquita

Não há muito tempo falámos dele. Hoje, é imperativo falar de novo. Completam-se hoje cinquenta anos sobre um dos recordes mais inalcançáveis da história da NBA. Em 2 de Março de 1962, em Philadelphia, Wilt Chamberlain marcou uns fantásticos cem pontos, na vitória dos Philadelphia Warriors (equipa que veio a "separar-se" para os actuais Philadelphia 76'ers e os Golden State Warriors) frente aos New York Knicks, por 169-147.

O único jogador a andar (relativamente) perto deste marco foi Kobe Bryant, com uns também marcantes 81 pontos, ao serviço dos Los Angeles Lakers, em 2006, frente aos Toronto Raptors. De realçar, no entanto, que Kobe beneficiou dos três pontos, regra ainda inexistente nos tempos de Chamberlain.




Chamberlain mostra ao mundo o seu recorde, numa das noites mais marcantes e,
provavelmente, irrepetíveis, da história da NBA.

Jogando os 48 minutos completos (ainda assim uma média de mais de 2 pontos por minuto), Chamberlain conseguiu 23 pontos no primeiro período, elevando a contagem para os 41 até ao intervalo. O recorde fixou-se com mais 28 pontos no terceiro e 31 no derrado período, consolidando um jogo com 36/63 lançamentos de campo e uns fantásticos 28/32 lançamentos livres (para um jogador com média de carreira de pouco mais de 50% nesta vertente).

Chamberlain retirou-se em 1973, com uns fantásticos 128 recordes da NBA na sua posse. O mais curioso é que, quase quatro décadas passadas, mantém ainda 98 desses recordes.

24/02/12

Desporto de Alto Rendimento

Publicada por Afonso Ferreira




E se voltássemos atrás precisamente 45 anos? Não havia ainda Jordan, Magic, Bird nem outras lendas mais recentes mas chegaríamos mesmo a tempo de ver um dos recordes mais impressionantes da NBA a ser estabelecido, um daqueles que mal é falado no dia a dia devido à missão impossível que é batê-lo. 
Sem mais rodeios, foi a 24 de Fevereiro de 1967 que o jogador mais dominante da história da NBA, Wilton Norman Chamberlain, conseguiu a proeza de efectuar 18 lançamentos…e encestá-los a todos, sem um único falhanço.





A vítima foi os Baltimore Bullets (que mais tarde viriam a dar os actuais Washington Wizards), uma das equipas mais fracas da NBA em 1967 e que nem a jogar em casa conseguiu incomodar minimamente o monstro atlético que era Chamberlain. Aliás, nem os Bullets nem ninguém, visto que os seus Philadelphia 76ers cilindraram os Celtics de Bill Russell (4-1) pelo caminho e ganharam o título, interrompendo uma série histórica de oito campeonatos consecutivos ganhos pela franchise de Boston.




Infelizmente, tal como muitos outros feitos de Wilt, este jogo não foi filmado e, para além dos relatos, a única prova que temos é mesmo a boxscore, uma simples folha com as estatísticas do jogo. Um simples olhar revela-nos que os Sixers venceram 149-118, com Chamberlain a meter 42 pontos, 36 dos quais dos tais 18 lançamentos. Os outros 6 vieram da linha de lançamento de livre, o único recurso conhecido que podia abrandar este jogador, o seu calcanhar de Aquiles numa brilhante carreira, pelo menos a nível individual. A verdade é que, tirando o recorde de Chamberlain, esta vitória por 31 pontos foi apenas mais uma na caminhada para o título e quanto aos 42 pontos, isso não era nada: ao longo da sua carreira, Wilt fez 118 jogos em que marcou + de 50 pontos.

Curiosamente, enquanto Chamberlain & Cia festejavam no final da época, os Bullets estavam prestes a dar inicio aos seus anos de ouro. Foi, respectivamente, no draft de 1967 e 1968 que os Bullets escolheram Earl Monroe e Wes Unseld, dois futuros hall-of-famers, sendo que Unseld iria mesmo levar a franchise ao seu único título da NBA.

Quanto ao próprio recorde, já lá vão 45 anos de espera e parece que não será tão cedo que veremos alguém a suplantá-lo. O mais próximo foi mesmo Gary Payton em 1995 com 14-14 FG frente aos Cavaliers.

20/02/12

Resumo - Divisão Atlantic

Publicada por João Miguel Ramos Delgado



CONFERÊNCIA ESTE
DIVISÃO ATLANTIC








Team, team, team, é esta a realidade dos 76'ers nesta versão Doug Collins. Depois de na época passada a equipa de Philadelphia ter feito uma época com 42 vitórias e 42 derrotas, as perspectivas só podem ser de melhoria, para esta época mais reduzida devido ao lockout. E que melhoria tem sido, com a actual liderança da divisão do Atlântico! 

Os Sixers alicerçam o seu jogo numa defesa muito sólida (são mesmo a equipa que menos pontos permite aos adversários - média de 87.2 por jogo), fruto do atleticismo e solidariedade dos seus jogadores, faltando, no entanto, fruto desta filosofia muito virada para a equipa, um verdadeiro scorer, um jogador que seja capaz de fazer 20/25 pontos numa base diária. Esta tarefa tem sido, quando necessário, assumida pelo base Lou Williams, que corre o risco de se tornar o primeiro jogador desde Dell Curry em 1993/94, de Charlotte, a ser o melhor marcador de uma equipa, sem começar qualquer jogo a titular.

Record actual: 20-11
Ranking Divisão: 1º
Ranking Conferência: 3º




O Big Three de Boston não caminha para novo. Os Celtics não são já, como há dois/três anos, candidatos indiscutíveis ao título. Mas a experiência e consistência de Allen, Pierce e Garnett e ascensão de Rajon Rondo como um point guard de elite dão à equipa de Doc Rivers condições para ombrearem com qualquer equipa. 
Muito se especulou sobre os efeitos que uma época reduzida pelo lockout poderia ter na envelhecida equipa de Boston e é certo que a época dos C's não começou da melhor maneira mas, 29 jogos volvidos, têm já um recorde positivo e parece muito difícil que não cheguem ao play-off onde, independentemente de quem encontrarem, podem ser um osso duríssimo de roer.

Record actual: 15-14
Ranking Divisão: 2º
Ranking Conferência: 7º




Nova Iorque é a capital do basquetebol, dizem os que lá vivem. No entanto, a última década trouxe tudo menos momentos de alegria para os fanáticos adeptos dos Knicks. A esperança revigorou-se em 2010. À chegada de Amar’e Stoudemire seguiu-se o ingresso de Carmelo Anthony, menino bonito de Syracuse. As duas estrelas trouxeram a ilusão de volta ao MSG mas os resultados continuaram sem aparecer neste início de temporada. Eis que então surge um jovem de raízes asiáticas, undrafted, que, qual toque de Midas, devolve a alegria e o delírio ao público do Garden. 
O eclodir de Jeremy Lin, a contratação de JR Smith e os regressos de Baron Davis e Josh Harrellson à competição conferem aos Knicks uma surpreendente profundidade num plantel que fora dizimado pela “Melo trade” da época passada. A questão que se coloca é: serão os Knicks capazes de lutar pelo título? Ainda é cedo para responder mas uma coisa é certa – Nova Iorque voltou a respirar basquetebol.

Record actual: 15-16
Ranking Divisão: 3º
Ranking Conferência: 8º  




De cenários hipotéticos é construído o futuro dos Nets, que se despedem de New Jersey e preparam a mudança para o Brooklyn, principal marca da era Prokholov. E esta não é a única mudança iminente numa das equipas mais carismáticas da década passada. Com Dwight Howard (actualmente em Orlando) e Deron Williams, com apenas um deles, ou até sem nenhum dos dois pode ser construída a próxima época da equipa, que aposta tudo no mercado do final desta época. Entretanto e porque o tempo não pára, esta tem sido uma época agonizante para os Nets. 
Deron Williams parece triste em campo, Brook Lopez, um dos centers de referência da NBA, lesionou-se gravemente e apenas agora se prepara para a sua estreia esta época e Kris Humpries, ainda que em bom nível para o que dele se esperava e exigia, é claramente pouco para ajudar D-Will a construir uma equipa ganhadora no imediato.


Record actual: 9-23
Ranking Divisão: 4º
Ranking Conferência: 12º




São, de há uns anos a esta parte, o único representante canadiano na NBA e, também de há uns anos a esta parte, que a realidade da equipa de Toronto tem sido uma espécie de travessia do deserto. Nem aparecem possibilidades de uma reconstrução declarada da equipa, nem tem sido feita uma solidificação que permita elevar gradualmente o nível do franchise. 
O center italiano Andrea Bargnani é a estrela da equipa, ele que foi a escolha número 1, pelos Raptors, no draft de 2006, mas as perspectivas da equipa não parecem muito diferentes das da passada temporada. Não serão certamente, a pior equipa do Este, mas a luta por uma vaga no play-off é pouco mais que uma miragem para a equipa de Toronto.

Record actual: 9-23
Ranking Divisão: 5º
Ranking Conferência: 13º

10/01/10

O poder está nas mãos dos fãs

Publicada por João Oliveira

Parece que no fim de toda a polémica gerada à volta do All-Star Game o assunto que a originou se poderá resolver do melhor modo.

Nas últimas semanas têm crescido as manifestações de descontentamento perante a possibilidade de jogadores que não o merecessem por via das exibições comparecerem no jogo das estrelas graças à votação online a decorrer no site da NBA.
Ao que tudo indica, e segundo palavras dos próprios, Tracy McGrady e Allen Iverson deverão efectivamente comparecer em Dallas para o fim de semana de 11 a 14 de Fevereiro.
No entanto, apesar de ambos comparecerem por respeito aos fãs, existem probabilidades de não jogarem, para deleite dos adeptos da liga que vinham a opôr-se a estas presenças.



Da parte de Iverson, foi o próprio base dos 76ers não jogar a dizer que não existem 100% hipóteses de jogar, isto devido a uma lesão no joelho que lhe vem causando dores. Visto ser uma partida que não conta para a competição, o veterano poderá não actuar ao lado de Wade, Lebron, Garnett e Dwight Howard (todos estes estão em posições confortáveis, sendo provavelmente os 4 outros jogadores da equipa do Este), evitando complicações mais graves.



Quanto ao swingman dos Rockets as razões aparentam ser outras. Corre o rumor de que McGrady terá dito que mesmo que seja votado não jogará, apesar de estar em condições físicas para o fazer, por entender que seria desrespeitoso tirar o lugar aos atletas que fizeram por estar presentes no evento até ao momento. No caso da equipa da conferência Oeste as outras estrelas com posição segura são o inevitável Kobe, 'Melo e Amar'e Stoudemire. O último lugar de forward está a ser discutido entre Dirk, Duncan e Pau Gasol, com vantagem para o primeiro.