13/03/12

"Querida, troquei os miúdos!" (Parte 1 de 2)

Publicada por Fábio Mesquita

Quem poderia demonstrar todo o seu potencial noutras paragens? Que jogador não encaixa tão bem no estilo de jogo da sua equipa? Que jogador poderia beneficiar de uma troca positiva para os clubes envolvidos e, ainda assim, potenciar as suas capacidades? É esse exercício que pretendo fazer neste artigo.

Poderia, obviamente, falar em nomes consagrados, como Deron Williams, mas pretendo pegar em alguns jogadores que, não sendo nomes de topo na liga, têm capacidades para se tornarem melhores do que demonstram actualmente.

Este artigo será, assim, dividido em duas partes, uma focada em cinco jogadores da conferência Este e outra, a ser publicada amanhã, abordando outros cinco, desta vez de Oeste.





Evan Turner (Guard-Forward, 23 anos)

O primeiro passo para a afirmação de Evan Turner seria a definição da sua verdadeira posição no campo. Se vários são os exemplos de combo guards com sucesso na NBA, um jogador que, para além de point e shooting guard, faz também de small forward é que já não é tão habitual. Nuns Philadelphia 76'ers em que Andre Iguodala, um small forward, é a estrela, Evan Turner fica quase impossibilitado de jogar regularmente na posição que lhe valeu a 2ª posição no draft de 2010, apenas atrás de John Wall.

Esta época: 24.5 MPG; 8.3 PPG;
5.8 RPG; 2.6 APG e 0.424 FG%.
Doug Collins parece agora apostado em colocar Turner numa posição de point guard, mas a oposição do regular Jrue Holiday e de um dos melhores scorers vindos do banco, Lou Williams, colocam bastante pressão nesta adaptação, num jogador que é conhecido mais por criar as suas próprias jogadas do que por ser capaz de se aproximar das dez assistências por jogo numa base regular.

A posição onde "The Villain" pareceria encaixar melhor nestes Sixers seria, portanto, como shooting guard, concorrendo apenas com Jodie Meeks, que parece ser o elo menos forte da equipa do Wells Fargo Center, se excluirmos os claros problemas que Doug Collins e o seu staff têm tido em manter Spencer Hawes saudável na posição de center. Tendo em conta a sua capacidade ressaltadora e as dinâmicas de Philadelphia que beneficiam as saídas para o contra-ataque, esta capacidade de ressalto num guard, que possa imediatamente pôr a bola no outro lado do campo, seria bastante positiva para a afirmação de Turner e para um upgrade ao jogo dos Sixers.

Assim, parece-me que Turner beneficiaria bastante de uma troca e os próprios 76'ers têm nele uma moeda de troca valiosa para um possível negócio que lhes reforce o frontcourt, bem mais necessitado que propriamente as posições mais "criativas" da equipa. E, na minha opinião, o jogador de que irei falar a seguir, poderia ser interessante numa equipa como os Philadelpia 76'ers, especialmente nesta versão Doug Collins, que parece fazer esquecer aos jogadores os seus interesses pessoais, em detrimento de um foco na equipa.



JaVale McGee (Center, 24 anos)

Filho de um ex-jogador dos Trail Blazers e de uma estrela da WNBA o futuro de JaVale só podia ser como jogador de basquetebol. Escolhido pela equipa da capital na 18ª posição do draft de 2008, com apenas 19 anos de idade, McGee vai já na sua quarta época na NBA, tendo médias interessantes de pontos, ressaltos e desarmes de lançamento, essencialmente na temporada corrente e na temporada transacta, com um aumento de produção de cerca de mais 5 pontos, 4 ressaltos e 1 bloco por jogo, em relação às suas épocas de rookie e sophomore.

Esta época: 27.3 MPG; 11.6 PPG;
8.8 RPG; 2.5 BPG; 0.532 FG%.
Ora, vamos por partes. Esta época, McGee, para além de estar no top 20 dos melhores ressaltadores da liga (18º em ressaltos ofensivos e 26º nos defensivos), é o 7º melhor em lançamentos de campo (com uma média de 53.2% convertidos) e ocupa um espantoso 2º lugar como jogador com melhor média de desarmes de lançamento por jogo, apenas atrás de Serge Ibaka, dos Oklahoma City Thunder e à frente de nomes como Andrew Bynum, Josh Smith, DeAndre Jordan ou Dwight Howard. E, o que mais importa salientar, fez isto nuns Washington Wizards que são um marasmo de ideias, na era pós Gilbert Arenas, em que as esperanças de reconstrução da equipa se centram em John Wall.

Sendo precisamente John Wall o único membro considerado intransferível pela direcção da equipa dos Wizards, que apresentam esta época nova imagem (que não se tem reflectido de forma marcada nas exibições da equipa), McGee pode, a qualquer momento, dar o salto para uma equipa mais competitiva, sabendo-se que, ainda para mais, não são muitos os centers de grande valia na NBA (ainda anteriormente referimos os problemas dos Sixers nesta posição) e mesmo equipas de topo como os Miami Heat, os Boston Celtics ou até os Dallas Mavericks poderiam beneficiar de um jogador como McGee no seu roster.


Após quatro épocas em Washington que, apesar de tudo, lhe deram a oportunidade de somar minutos e evoluir o seu jogo, numa equipa sem grande pressão para a obtenção imediata de resultados, McGee torna-se neste Verão um restricted free agent e, pessoalmente, não estranharei se vir McGee a abandonar as riscas vermelhas e azuis dos Wizs por outros padrões, na próxima temporada.






Gerald Henderon (Shooting Guard, 24 anos)

Sendo muito prático, basicamente qualquer jogador beneficiaria em sair da equipa de Larry Brown. Com 5 vitórias e 34 derrotas, é fácil perceber que muitas peças estão em sub-rendimento e, outras tantas, simplesmente não têm talento suficiente para montar um franchise competitivo. Gerald Henderson é, talvez, o principal exemplo de jogadores que poderiam ser relevantes noutras paragens e que se encontram meio perdidas na equipa da Carolina do Norte.

Esta época: 33.3 MPG; 13.9 PPG;
4.2 RPG; 2.0 APG e 0.443 FG%.
A cumprir a sua terceira temporada na Time Warner Cable Arena, a primeira com o estatuto de titular indiscutível, Henderson tem evoluído os seus números e os seus minutos de utilização de uma forma consistente, mesmo numa equipa sem grandes perspectivas, na conferência Este. Duma primeira época em que cumpriu apenas uma média de 8 minutos por jogo, Gerald Henderson vem subindo as suas estatísticas, quer na época de sophomore (subiu a sua média em cerca de 16 minutos, 7 pontos, 2 ressaltos e 1 assistência por jogo), quer na temporada actual (com mais uma subida de aproximadamente 9 minutos, 4 pontos, 1 ressalto e 0.5 assistências por jogo).

Não sendo um jogador que organize muito jogo, nem que seja muito determinante em fazer a sua equipa jogar (o seu número de assistências atesta bem isto), Gerald Henderson poderia ser importante numa equipa em que houvesse claramente um point guard responsável pela organização do jogo ofensivo da equipa, dando-lhe mais liberdade para trabalhar a sua capacidade concretizadora, que está longe de ser medíocre.





DeMar DeRozan (Shooting Guard, 22 anos)



Esta época: 35 MPG; 16.2 PPG;
3.4 RPG; 1.8 APG; 0.413 FG%
O único representante canadiano na NBA atravessa épocas conturbadas e data já de há cinco temporadas a última vez que a equipa de Toronto terminou a fase regular com um recorde positivo. Esta época não será excepção, apesar de alguns jogadores se destacarem, essencialmente na marcação de pontos, como é o caso de Andrea Bargnani ou deste DeMar DeRozan.

DeRozan, a cumprir a sua terceira época na NBA, após ter sido escolhido pelos Raptors na 9ª posição do draft de 2009, é um shooting guard que tem tudo para se assumir como um jogador que assegure uma média de 20 pontos por jogo (dependendo obviamente da equipa onde esteja, mas num conjunto como os Raptors parece uma marca possível), mas não parece que vá ficar do "lado de lá da fronteira" durante muito tempo, já que poderá, em breve, negociar um contrato mais condizente com o seu estatuto, algo em que outras equipas poderão ter uma palavra a dizer.

Apesar de ainda bastante jovem (terá mais década e meia à sua frente de NBA, se tudo correr dentro da normalidade), DeRozan conta já com alguma experiência, tendo já 200 jogos na liga (atingidos no jogo de Domingo passado) ainda que, fruto das épocas pobres da equipa de Toronto (mesmo quando Chris Bosh ainda estava na equipa), esteja ainda à espera da sua estreia num jogo de play-off. Com efeito, várias são as equipas que gostariam de contar com a sua regularidade, quer em minutos, quer em pontos marcados, e certamente que o jogador se sentiria atraído por outras paragens mais competitivas, nos Estados Unidos da América.







Brandon Knight (Guard, 20 anos)

Brandon Knight é o único rookie incluído nesta lista e, como qualquer estreante na NBA, a sua vontade quanto a uma eventual troca fica bastante limitada, pois o seu contrato, para além de custar bastante pouco à sua equipa, não serve como grande moeda de troca em trocas (desculpem-me a redundância) em eventuais negócios com outros franchises.

Esta época: 32 MPG; 12.6 PPG;
3.4 RPG; 3.5 APG e 0.365 3PT%.

Os Pistons não são a equipa dominadora que já foram, nos tempos em que o "Palace" era um verdadeiro inferno, com lotação esgotada durante épocas a fio. Ainda assim, nomes como Rodney Stuckey, Tayshaun Prince, Jason Maxiell, Ben Gordon ou mesmo o também jovem Greg Monroe poderiam montar um núcleo de jogadores interessante. A verdade é que a equipa da cidade dos automóveis parece mais interessada em pensar no futuro, ainda que sem se perceber muito bem em que direcção, devido a algumas renovações de contratos algo estranhas que têm acontecido.

Brandon Knight, parece ser um atleta de futuro, com basketball IQ e que, noutras paragens, poderia potenciar ainda mais o seu jogo e aumentar as suas assistências, bem como aproveitar melhor a sua capacidade ressaltadora, algo que poucas ou nenhumas equipas desprezam num point guard com potencial para se afirmar na liga.

22/02/12

A veterania dos mais novos

Publicada por Fábio Mesquita

(11-23)100 - 101(13-17)
@ Quicken Loans Arena, Cleveland, Ohio

Bem a propósito do artigo anterior do meu colega João Oliveira, sobre o Draft 2012, ocorreu ontem um encontro em que foram os jovens os principais suportes das suas equipas. A NBA já nos habituou a saber que nem só de jogos entre as (teoricamente) melhores equipas se faz o espectáculo, mas sim que cada jogo é diferente e tem em si diversos focos de interesse. O jogo de ontem no Ohio não fugiu à regra.

Num jogo entre duas equipas que vêm (re)construindo o seu plantel, após eras de domínio (os Pistons de Billups, Rashed Wallace, Prince e Rip Hamilton e os Cavaliers de LeBron James) foram exactamente os pilares desse processo de ressurgimento que brilharam numa partida bem jogado e, como é apanágio da NBA, discutida até aos últimos momentos, como a vitória pela margem mínima da equipa da casa bem atesta.

A estrela do encontro foi sem dúvida Kyrie Irving, um dos rookies que mais se vem evidenciando nesta temporada e que tem dado alegrias aos adeptos de Cleveland após o traumático processo de recuperação de saída de King James para os Miami Heat, no Verão de 2010. Irving marcou 17 pontos no derradeiro período, afirmando-se cada vez como um jogador que não treme nos momentos decisivos. 17 pontos que são, curiosamente, a maior desvantagem que os Cavs tiveram durante todo o jogo, o que atesta da sua importância nesta vitória dos da casa.

Irving, um dos mais fortes candidatos ao prémio de rookie do ano.


Já do lado de Detroit o center Greg Monroe continua a mostrar-se como um jogador com características muito próprias, que vem em boa evolução naquela que é a sua segunda época na NBA, conseguindo, para além de um duplo-duplo com 19 pontos e 11 ressaltos, 7 assistências e 3 roubos de bola, valores habitualmente pouco vistos num jogador da sua posição e que marcam a polivalência deste jogador, um pouco à semelhança do que vem fazendo Marc Gasol nos Memphis Grizzlies.

Para além de Monroe, o também rookie Brandon Knight (também point guard, à semelhança de Irving dos Cavs) esteve em bom plano, contribuindo com 24 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências, saltando à vista principalmente as suas percentagens de lançamento: 67% de acerto em lançamentos de campo, 80% em triplos (4 em 5 tentativas) e o acerto em todos os 4 dos lances livres que tentou.

21/02/12

Resumo - Divisão Central

Publicada por João Miguel Ramos Delgado




CONFERÊNCIA ESTE
DIVISÃO CENTRAL




Os Bulls continuam os grandes favoritos desta divisão. Com a continuidade dos seus jogadores mais importantes, é uma equipa com garantias de chegar longe nos Playoff. No início da época adicionaram à equipa Jimmy Butler, um Rookie e Richard Hamilton, que vem trazer profundidade e experiência à equipa.
No decorrer da época, a sua estrela e o MVP actual Derrick Rose assinou uma extensão de contrato por 5 anos.

Até à data os Bulls estão a confirmar a sua superioridade e há poucas equipas na conferência que mostrem estar sequer perto da sua qualidade e potencial.

Record actual: 25-8
Ranking Divisão: 1º
Ranking Conferência: 2º





Após terem conseguido alcançar os playoff na época passada, algo que não acontecia desde 2006, a equipa de Indiana está perto de o conseguir novamente esta temporada. E para isso o treinador Frank Vogel contou com um reforço de peso, o all star David West viu o seu contrato com os Hornets terminar e decidiu rumar aos Pacers, substituindo Josh McRoberts que assinou com os Lakers após o lockout. Mas o destaque destes Pacers é, indubitavelmente, Danny Granger, o extremo bastante completo e all star em 2009 tem apresentado ao longo dos anos excelentes médias sempre ao serviço de Indiana.
O poste Roy Hibbert também tem apresentado números consistentes e a partir da próxima semana também ele será all star, o que acaba por ser uma prova da boa época que está a realizar. Quem também contribuiu para o actual sucesso da equipa foi Paul George, o “miúdo” provou saber fazer de tudo e está muito eficaz para lá dos 3 pontos. 

Record actual: 18-12
Ranking Divisão: 2º
Ranking Conferência: 6º





Os Milwaukee Bucks tinham para esta temporada os mesmos objectivos das anteriores, assegurar um lugar de acesso aos Playoffs, para tal adequiriram Beno Udrich, Shaun Livingston, Mike Dunleavy, 2 Rookies (Jon Leuer e Tobias Harris) e Stephen Jackson. Apesar de os mais velhos serem jogadores já com provas dadas na NBA têm sido os dois mais jovens que têm dado mais alegrias a Milwaukee. A verdade é que os objectivos dos Bucks não parecem bem encaminhados, mais uma vez as lesões estão no caminho da equipa comandada por Scott Skiles, Andrew Bogut lesionou-se mais uma vez com gravidade e deixou a sua equipa sem um Center. Além das lesões, o balneário dos Bucks parece algo instável com os constantes problemas que Stephen Jackson causa e ultimamente com as declarações de Jennings que deixaram os adeptos de Milwaukee bastante preocupados com o futuro. 

 O futuro de Milwaukee poderá passar já pelo draft do próximo ano. Os Bucks poderão então começar a fazer restruturação necessária para os tornar de novo uma equipa de peso na liga.

Record actual: 12-18
Ranking Divisão: 3º
Ranking Conferência: 9º




Depois da depressão da saída do melhor jogador da história do franchise, e de uma época de ressaca em que atingiram um dos piores records da liga no ano passado, a luz ao fundo do túnel veio na forma da primeira pick no Draft, que os Cavaliers usaram para escolher Kyrie Irving, um PG promissor e muito novo (19 anos) que promete ser a nova cara de uma equipa desesperada por um novo rumo.
Além de Kyrie Irving, os Cavs adicionaram Tristan Thompson com a 4ª escolha do draft e Omri Casspi que veio por troca com JJ Hickson que saiu em direcção a Sacramento.

Até à data os Cavs estão a mostrar melhorias em relação ao ano passado e que Irving pode mesmo ser o pilar do franchise.

Record actual: 11-17
Ranking Divisão: 4º
Ranking Conferência: 10º




Os Pistons foram buscar no Draft um PG muito promissor, Brandon Knight que esperam que complemente o backcourt com Rodney Stuckey. Perderam Hamilton para os Bulls e Kareem Rush, enfraquecendo uma equipa que já era fraca. Os Pistons estão numa fase difícil da sua história e são uma sombra do que eram há alguns anos atrás e essas dificuldades estão à vista no record actual.

São uma das equipas que têm esperanças de conseguir um bom lugar no próximo draft de forma a reconstruir um franchise que foi em tempos um dos mais dominantes de NBA.

Record actual: 10-22
Ranking Divisão: 5º
Ranking Conferência: 11º

27/12/09

One big Hill

Publicada por João Oliveira

Sempre um cavalheiro, quer esteja dentro ou fora de campo, admirado como poucos, Grant Henry Hill é, aos 37 anos, um exemplo de preserverança para todos os que ambicionam algo na vida.

Após fantásticas exibições ao serviço da universidade de Duke, Grant foi escolhido na terceira posição do draft de 1994, atrás dos também All-Stars Glenn Robinson e Jason Kidd, respectivamente.
Um início de carreira brilhante, como principal figura dos Detroit Pistons, levou a que grandes esperanças fossem depositadas nele. E a verdade é que, inicialmente, correspondeu. Digo inicialmente porque, após uma lesão no tornozelo em 2000 (última temporada em Detroit), Grant sofreu durante épocas as consequências de ter tentado jogar sem ultrapassar a lesão.


Em 2000-01 fez parte de uma auspiciosa troca para os Orlando Magic, que visava reuni-lo ao também recentemente adquirido Tracy Mcgrady. No entanto, devido às incontáveis lesões, raras foram as oportunidades de ajudar a franquia da Florida a vencer, sendo a temporada de 2004-05 aquela que mais se aproximará de uma excepção à regra.

Já em fim de carreira segundo muitos, assinou pelos Phoenix Suns em 2007. No deserto do Arizona, já sem o atleticismo de outros tempos, não voltou, como esperado, aos números que o levaram a ser uma das maiores esperanças do basquetebol americano. Conseguiu, ainda assim, feitos que poucos já esperavam dele. Tomando como exemplo a época de 2008-09 onde, pela primeira vez na carreira e a meses de celebrar os actuais 37 anos de idade, jogou em todos os 82 jogos calendarizados pela liga.

06/12/09

Chocolate Thunder

Publicada por João Oliveira

Faz hoje 30 anos (na época de 79/80, portanto) que Darryl Dawkins foi autor ou melhor, completou, um feito que entraria de imediato para a História da NBA.

Ao serviço dos 76ers, onde estava desde o dia em que tinha sido escolhido com a 5ª pick do draft de 1975, o Chocolate Thunder necessitou de menos de um mês - mais precisamente 3 semanas - para partir duas tabelas. Posteriormente chegou mesmo a dar nome ao afundanço com que partira as tabelas; seria, a partir daí, The Chocolate-Thunder-Flying, Robinzine-Crying, Teeth-Shaking, Glass-Breaking, Rump-Roasting, Bun-Toasting, Wham-Bam, Glass-Breaker-I-Am-Jam.



Graças a estes dois momentos, Dawkins mudou não só as regras da NBA, uma vez que a partir daí quem partisse uma tabela seria multado - situação que se mantém até aos nossos dias - como também mudou o modo como as tabelas eram construídas, sendo a partir daí mais seguras e difíceis de partir.

Considerado por muitos como o pai dos power dunks (o Diesel, Shaquille O'Neal, é um desses, como podemos ver no vídeo acima colocado), Darryl não marcou pelas suas estatísticas incomuns ou pelos feitos nas equipas que representou, desde os 76ers aos Jazz, passando pelos Nets e pelos Pistons, mas sim por alguma extravagância que lhe era peculiar e que o terá levado a tentar esmagar uma tabela pela segunda vez no espaço de um mês, naquele 6 de Dezembro de 1979.

02/05/09

Mudam-se os tempos mudam-se as... forças?

Publicada por João Oliveira

2008/09 está, oficialmente, a acabar. Dentro de pouco tempo saberemos quem é o campeão desta temporada, e daremos início a uma nova. E essa nova época trará consigo algo de extrema importância: entraremos numa nova década.

Portanto hoje tratarei de uma questão que consegue ser simples e complexa ao mesmo tempo. Quem tem, neste momento, as melhores condições para triunfar nos próximos 10 anos? Assistiremos ao nascimento de uma nova dinastia como os Bulls de Jordan nos anos 90, ou o equilibrio prevalecerá entre as franchises que constituem a NBA?

Em primeiro lugar, para algumas equipas assumirem uma posição como melhores da liga, outras tantas serão obrigadas a ceder o lugar.
Na minha óptica, existem alguns históricos que poderão, muito em breve, passar a ocupar os últimos lugares da tabela.

O primeiro e, talvez, o mais subjectivo, serão os Suns. Subjectivo por duas razões:
- De um lado, devido ao facto de este ano não participarem nos playoffs, pode-se argumentar que já entraram em declínio;
- Do lado oposto, o facto de terem um core mais jovem com J-Rich, Leandrinho e Amare pode dar esperanças para o futuro próximo.

Depois, equipas que, muito provavelmente, irão decrescer. Os históricos Lakers e Spurs.
Em LA, vive-se uma fase de grandiosidade, com Gasol finalmente a fazer esquecer Shaq. No entanto Kobe começa a ter alguma idade, e na próxima época irá, possivelmente, retirar-se. Ora, os Lakers podem sobreviver sem muitas coisas, mas duvido seriamente que Kobe seja uma delas. A menos que, do nada, apareça outro Kobe, a menina bonita de Los Angeles pode correr sérios riscos de ficar fora dos playoffs por uns anos.
Também em San Antonio a idade é factor influente. Duncan deverá começar a pensar na reforma. O 6th man Manu Ginobli, teve uma época sofrida, recheada de lesões, e também já não caminha para novo. A dúvida instala-se, será que Parker tem capacidade para continuar em frente e levar a equipa a mais sucessos?

As estrelas que marcaram uma década...


Em Este encontram-se casos semelhantes e outros totalmente distintos.

Boston é uma cidade que, tal como LA, vive épocas de prosperidade. As blockbuster trades que trouxeram Ray Allen e Garnett para junto de Paul Pierce fizeram os fãs dos C's relembrarem Larry Bird e companhia.
Mas todos eles irão começar a cair de rendimento, provavelmente. E com isso surge uma dúvida semelhante à que se vive em San Antonio. A jovem estrela Rondo poderá ser a base de uma equipa renascida que se manterá nos lugares cimeiros, ou os anos de sucesso serão efémeros?

Detroit é a outra grande equipa em declínio. Os anos de Flip Saunders são já uma miragem, e em breve também o serão nomes como Sheed, Prince ou Rip.
Dificilmente sairão os 3. No entanto, é clara a tentativa de reconstrução dos Pistons. Depois da infelicidade que foi a troca de Billups por Iverson, os Pistons irão tentar renascer das cinzas, mas provavelmente cairão antes de o conseguirem fazer.

Agora trato da parte boa. Quem tem condições para ser uma força dominante da liga?

Começo, para já, por pegar em dois jogadores, em vez de equipas.
Lebron e Wade. Qualquer equipa onde estes dois rapazes estejam arrisca-se a ser um sério candidato a campeão. Coloquei os jogadores em vez da equipa por duas razões. A primeira é que podem, na próxima época, trocar de cidade. Mas isso não me parece ser muito real. A segunda, esta sim decisiva, é que eles contam por uma equipa. Olhemos por exemplo para os Cavs deste ano. Pegando em jogadores nada mais que medianos e juntando-lhes Lebron, Mike Brown foi capaz de atingir os playoffs com toda a distinção e aclamar-se como um dos maiores candidatos ao título. E Wade tem uma capacidade praticamente igual de fazer dos medianos bons, e dos bons fantásticos.

Passando estes dois indivíduos, viro-me para as equipas ditas desse nome. Nomearei as três que me parecem em melhores condições de "subir na vida". São elas os Oklahoma Thunder, os Portland Trail Blazers e os Memphis Grizzlies.

...e as que prometem marcar a próxima.


Em Oklahoma nasceu uma equipa. E aos jovens Durant, Westbrook e Green, mais uma estrela promissora se juntará este ano. Se mantiverem o seu jovem núcleo na cidade, os Thunder podem olhar para a nova década com um olhar cheio de ambição e sede de títulos.
Já os Trail Blazers podem ambicionar chegar longe ainda mais proximamente. Apesar de também jovens, a turma de Roy e Aldridge consegue mostrar-se mais experiente, e factor influente é, decerto, a presença nos playoffs desta temporada. Se Greg Oden mostrar tudo o que prometeu e Rodriguez ou Bayless explodirem, podemos esperar marcos importantes por parte da equipa de Portland.
E por fim chegamos a Memphis. Provavelmente será, dos exemplos falados até ao momento, aquele que será alvo de mais dúvida. Mas a verdade é que uma equipa onde se juntam talentos como o de OJ Mayo, Rudy Gay, Marc Gasol e Mike Conley tem tudo para dar certo. Ou quase tudo. Infelizmente para os fãs dos Grizzlies, este ano mostrou algo que faz recear qualquer adepto de basket. Memphis não se portou como uma equipa. E aí poderá estar a diferença entre uma equipa mediana e um campeão. Se conseguirem unir-se em torno do mesmo objectivo, podem ser demolidores. Mas se se mantiverem a remar cada um para seu lado, em breve a reconstrução voltará a estar nos horizontes da franchise do Tennessee.

29/04/09

Crónica do leitor - Uns novos Detroit Pistons

Publicada por João Miguel Ramos Delgado

A “idosa” equipa dos Detroit Pistons prepara-se para uma grande revolução no seio do seu plantel. Jogadores como Rasheed Wallace, Allen Iverson, Kwame Brown, Antonio McDyess terminam contrato no final da presente época. Allen Iverson e Rasheed Wallace que não são propriamente uns jovens, Iverson fará 34 e Rasheed Wallace 35 ainda este ano, não deverão assinar novo contrato, procurando desta forma uma nova equipa para a época de 2009/2010. Só com estes 2 “senhores”, Detroit reduz 35 milhões na sua folha salarial. Detroit ainda não sabe o que fazer com McDyess e Brown, Brown tem a opção de renovar o contrato por mais um ano, ou sair. Tanto Walter Herrmann como Will Bynum também deverão deixar a equipa. Herrmann dificilmente renovara com os Pistons, ao invés Bynum tem hipótese de ver o seu contrato renovado, apesar da actual crise económica e dos Pistons pretenderem reduzir a sua folha salarial.
Apesar da época menos conseguida, a qual tiverem um recorde negativo na fase regular, algo que não acontecia há muito tempo e uma precoce eliminação dos playoffs as mãos de Cleveland, tudo indica que o treinador Michael Curry, que tem mais dois anos de contrato devera regressar para a sua segunda temporada como treinador da equipa. O presidente dos Detroit Pistons, Joe Dumars, devera ter um verão algo agitado, tentando contratar novos jogadores e espreitando possíveis trocas no mercado. Não obstante a crise económica, a estratégia de Dumars, pode ser um pau de dois bicos, ou seja, apesar de reduzir a folha salarial para a próxima época, pode também estar a preparar-se para entrar na corrida pela contratação dos meninos que se tornam “free-agent” em 2010, como é o caso de Lebron James, Dwyane Wade, Chris Bosh e Amar'e Stoudemire. Muita coisa ainda pode mudar na “Cidade dos Motores”.

Fábio Morais
Albufeira

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Mais uma vez incentivo todos os nossos leitores a enviarem os vossos textos.

17/04/09

Antevisão da 1ª Ronda dos Play-offs (East)

Publicada por Anónimo

Esta semana decidi adiar a minha crónica (programada para as quartas-feiras, como habitual), de forma a já poder trabalhar com os match-ups da 1ª ronda dos play-offs e, assim, analisar o que esperar de cada série.

(1º) Cleveland Cavaliers vs. Detroit Pistons (8º)



Os Cavaliers fizeram uma época regular de alto nível, batendo com alguma facilidade os campeões em título Boston Celtics e os Los Angeles Lakers, apontados como mais que prováveis finalistas na conferência Oeste.
Falharam o recorde caseiro de vitórias que pertencia aos Boston Celtics de 1985/86 (40-1) apenas porque decidiram poupar jogadores na recepção aos 76'ers, na última partida da fase regular.
O seu jogo tem vindo a ganhar consistência, com as penetrações de LeBron e os lançamentos longos dos muitos shooters da equipa do Ohio, mas fica a questão, será que Mo Williams tem a estaleca para ser o second-man de uma equipa campeã da NBA?



Desengane-se quem pensa que os Pistons são ouro sobre azul para a equipa de Mike Brown (a equipa de Detroit fez a sua primeira época abaixo dos 50% de vitórias, depois de 7 épocas com recorde positivo) - jogadores como Tayshaun Prince, Rip Hamilton e Rasheed Wallace são já veteranos nas lides dos play-offs e irão, certamente, complicar a vida aos Cavs. Não será à toa que conseguiram arrancar vitórias nos terrenos de Lakers, Spurs, Celtics, Nuggets e Magic, ao longo da época! Se a turma de Detroit conseguir uma vitória em Cleveland, o factor Palace pode funcionar...
Contra os Pistons está todo o circo mediático montado à volta de Allen Iverson, que não parece ser opção para a post-season, bem como a ainda inexperiência do base Rodney Stuckey (quando comparado com Chauncey Billups), apesar de toda a sua entrega ao jogo.

A minha aposta: Cavs 4 - 1 Pistons

(2º) Boston Celtics vs. Chicago Bulls (7º)


Os Boston Celtics parecem, inegavelmente, menos fortes que na época transacta. Com a lesão de Kevin Garnett, que continua de fora não se sabe bem ainda por quanto tempo, a equipa torna-se algo desequilibrada e, como mostrou, por vezes, nesta recta final da fase regular, inconstante nos resultados e no seu jogo.
Esta série com uns Bulls em ascenção pode ser extremamente complicada para a equipa de Doc Rivers que preferia, certamente, um confronto com os 76'ers para iniciar os play-offs, equipa que ainda esta semana bateram, mesmo sem Garnett e Ray Allen.
Resta saber se Stephon Marbury e Rajon Rondo podem dar à equipa de Boston o suporte essencial, caso o Big Three esteja em dia não.



Os Bulls vêm de um dos melhores períodos da sua história pós-MJ, na qual recuperaram, em cerca de dois meses, de um recorde negativo de oito derrotas.
A grande questão é que esta equipa depende muito de Derrick Rose (ainda um rookie) e do pulmão de jogadores como Noah e Thomas.
Outro handicap para a equipa de Chicago é que, sendo certo que o recém-chegado de Sacramento John Salmons se tem exibido a bom nível, o lesionado Luol Deng parecia ser o jogador indicado para a árdua tarefa de parar Paul Pierce.
Se os Bulls querem uma hipótese nesta série, não podem, de modo nenhum, perder em casa.

A minha aposta: Celtics 4 - 2 Bulls

(3º) Orlando Magic vs. Philadelphia 76'ers (6º)



Apesar de terem tremido nos últimos tempos, os Magic parecem ser os grandes adversários de Cleveland pelo título de Este, com D12 a ser um nome quase tão temido pelos adversário como LeBron, muito devido à escassez de postes que atravessa a Liga.
A série com os Sixers, uma equipa muito frágil nesta fase, parece ser ideal devido às condições de Rashard Lewis e Hedo Turkoglu o que permitirá à equipa da Flórida tempo para lhes dar uma recuperação e integração sustentada no seu plano de jogo.
Grande parte do sucesso dos Magic tem, apesar de tudo, passado pelos bases. Primeiro Jameer Nelson a exibir-se a nível de All-Star e depois um inesperado Rafer Alston que não trouxe aos adeptos da equipa de Van Gundy saudades do titular.



Na época passada a equipa então orientada por Maurice Cheeks foi uma das surpresas, se não A surpresa da NBA.
Uma equipa jovem, chegou aos play-offs, onde nada lhes era exigido e actuou a um excelente nível.
Um ano a seguir, com a chegada do supostamente renascido Elton Brand, a equipa, agora mais madura, era apontada como uma das quatro mais fortes da conferência Este.
O certo é que Brand voltou a lesionar-se, Iguodala não acertou no início da época e a equipa agoniza de trás da linha de três pontos, bem como nos lances livres.
Pior de tudo é que esta época era pedido algo à turma da Pensilvânia. E o muito que ela parece disposta a dar é uma dor de cabeça no Verão sobre a renovação ou não do melhor jogador da época, 'Dre Miller.

A minha aposta: Magic 4 - 0 76'ers

(4º) Atlanta Hawks vs. Miami Heat (5º)




Os Hawks têm uma excelente hipótese de avançar até a segunda ronda do play-off pela primeira vez esta década (mais precisamente desde 1999).
Uma equipa que tem sido das menos faladas mas também das menos contestadas da Liga, tem sido excelente em casa, fazendo lembrar um pouco os Jazz da época anterior.
O grande problema é que, atingindo o 4º lugar, vão jogar contra a melhor das equipas que é pior do que eles próprios. E mesmo isto está num plano puramente teórico.
Resta aos Hawks não vacilar, principalmente em casa, e tentar jogar serenamente, confirmando o favoritismo que quase todos lhes atribuem.



Há um factor enorme que pode dar aos Heat esta eliminatória: D-Wade.
O Flash trouxe a pior equipa de Este no ano passado até a uma posição em que lutaram pela home-court advantage até bem perto do fim da fase regular.
A grande questão é que Jermaine O'Neal não é ainda o jogador monstruoso que foi em tempos e Udonis Haslem parece ser um elo relativamente frágil nesta equipa.
Prova de fogo terão também os rookies Mario Chalmers e Michael Beasley ao terem pela frente o veterano Mike Bibby e o explosivo Josh Smith, um dos melhores defesas da liga, respectivamente.


A minha aposta:
Atlanta Hawks 4-3 Miami Heat

13/04/09

O sprint final

Publicada por Laercio

Pouco resta para definir nestas últimas três noites de regular season, mas esse pouco pode significar muito para algumas equipas. Apesar de já termos as 16 equipas apuradas para os Play-offs, suas posições ainda estão longe de ser definitivas e esses meros dois jogos, que ainda restam para cada equipa, podem significar um adversário, em teoria, mais acessível na 1ª ronda dos Play-offs.


Eastern Conference

Já se conhece as oito equipas apuradas para os Play-offs, assim como a respectiva ordenação das 4 primeiras (1º Cleveland Cavaliers, 2º Boston Celtics, 3º Orlando Magic, 4º Atlanta Hawks). Em relação às outras 4 equipas, temos uma interessante luta por posições.



Como se pode ver na imagem, os Miami Heat só precisam de uma vitória para manter o 5º posto, e assim enfrentar os Hawks na 1ª ronda dos Play-offs.

Philadelphia 76ers, Detroit Pistons e Chicago Bulls lutam pelo 6º posto, com vista num confronto contra os Orlando Magic, que é na teoria o adversário mais acessível. Ainda mais agora com a lesão do seu SF Hedo Turkoglu, no entanto segundo os responsáveis dos Magic essa não o impedirá de jogar já o 1º jogo dos Play-offs, dia 18/04.

O 7º lugar é sem dúvida mais desejado que o 8º, visto que os Celtics não têm estado numa boa fase e tem ressentido a falta do seu PF Kevin Garnett. Enquanto os Cavaliers parecem estar cada vez melhores.

Os Bulls enfrentam os Piston hoje, num confronto onde o 8º lugar poderá ficar já definido.


Divisões
Quanto aos campeões das divisões, os Celtics ficaram com o titulo da Atlantic, Cavaliers com o titulo da Central e os Magic com o titulo da Southeast.


Western Conference

Do lado banhado pelo Pacífico a luta por posições é ainda mais intensa, sendo que o único seguro de sua posição são os LA Lakers (que sagraram-se mais um vez campeões da Pacific division). Do 2º ao 8º tudo pode mudar em dois jogos, o que prova mais uma vez a competitividade desta conferência.


Utah Jazz e Dallas Mavericks lutam para não ficar em 8º, e escapar de um confronto contra os Lakers. New Orleans Hornets precisam apenas de uma vitoria para manter o 6º lugar, visto que o 5º já não é possivel. Quanto ao calendario, os Hornets tem dois jogos complicados enquanto os Jazz e os Mavericks tem um jogo complicado e outro mais acessivel, cada.

Denver Nuggets tem a vantagem de uma vitoria em relação a San Antonio Spurs, Houston Rockets e Portland Trail Blazers. Ambas lutam pelo 2º lugar, mas a diferença entre os possiveis adversarios na 1ª ronda dos Play-offs é quase nula.

O que realmente esta em jogo é o titulo das respectivas divisões.


Nuggets e Blazers jogam no dia 15 pelo titulo da divisão Northwest (caso ganhem os respectivos jogos hoje), num dos jogos mais importantes do ultimo dia da regular season.

Spurs e Houston não decidirão o titulo de forma directa, mas a emoção é garantida. Os Spurs tem o calendario mais acessivel.

18/03/09

The Palace

Publicada por Anónimo

4 de Fevereiro de 2009, Palace of Auburne Hills, Detroit, Michigan. Os Pistons vencem os Heat por 93-90, com um pavilhão com lugares vagos, algo que não ocorria desde Janeiro de 2004, mais de 4 anos antes, na época em que os Pistons venceram o seu terceiro anel da NBA.
A crise globalizada, com reflexos graves na indústria automóvel de Detroit chegou à realidade da equipa de Michael Curry. A outra crise, a de resultados, apareceu também, no Palace, um dos pavilhões com melhor sorte nesta década.


O Palace com cadeiras vagas, visão pouco usual nos últimos anos.

A turma de Detroit corre o sério risco de fazer a sua primeira época abaixo da marca de 50% de vitórias desde 2000/01 (32-50), algo que, apesar de tudo, não deve pôr em causa a presença da equipa do Michigan nos play-offs desta temporada.

Com a troca de Chauncey Billups, Cheikh Samb e Antonio McDyess (que regressou aos Pistons pouco depois) por um dos superstars da última década e meia, Allen Iverson, a equipa, ao contrário do que seria de esperar, veio perdendo o seu estatuto de title contender, algo que a tem acompanhado nas últimas épocas.


Allen Iverson não veio trazer aos Pistons a produção ofensiva que dele se esperava, muito pelo contrário - The Answer é agora remetido para uma posição fora do cinco inicial.

Com um núcleo duro fortíssimo constituído por Rip Hamilton, Tayshaun Prince e o atirador Rasheed Wallace, a equipa de Detroit parece à beira de um momento de viragem em relação ao passado recente, apostando num rebuild gradual em torno de Rodney Stuckey e do blocking-machine Jason Maxiell. Sediada na conferência Este, os Pistons estão esperançados em realizar esta renovação sem pôr em causa as suas chances de apuramento para os play-offs, durante os próximos anos.

O futuro não parece, no entanto, muito risonho. Allen Iverson não encaixou na equipa, Sheed não caminha para novo e o público fervoroso do Pallace parece estar desencantado com uma das equipas que vem marcando a última década. para piorar a situação, Cleveland, Boston e Orlando perfilam-se como possíveis adversários de Detroit na primeira ronda dos play-offs. Resta-nos esperar para ver se, contra tudo e todos, a equipa de Detroit consegue alcançar a sétima presença consecutiva nas finais da conferência Este.

16/02/09

Who wants Stoudemire?

Publicada por Anónimo

Com a Trade Deadline a aproximar-se a passos largos, inúmeros são os rumores de trocas que possam ocorrer nesta semana que se prevê louca e que começou com a troca entre Miami e Toronto, que envolveu Marion, Banks, Moon e O'Neal.

O grande protagonista destes rumores é mesmo o All-Star Amaré Stoudemire, dos Phoenix Suns, intensamente apontado como moeda de troca para diversos negócios que os Suns possam ter em mente.

Os Chicago Bulls parecem ser os principais candidatos a receber o Big Man, dando como troca Drew Gooden e Tyrus Thomas. No entanto, seria preciso mais alguém? Noah, Sefolosha, ou mesmo uma draft pick da primeira ronda poderiam interessar aos Suns.



No entanto, o negócio mais vantajoso para a equipa de Phoenix parece ser uma troca com os Kings, agora que está posta de parte a saída de Rudy Gay de Memphis, o principal alvo dos Suns. Os Kings poderiam ter que ceder Jason Thompson, Bobby Jackson, Sheldon Williams (estes últimos dois com contratos expirantes) e ainda uma bastante possível lottery pick no draft de 2009.

Os Kings parecem no entanto mais preocupados com a tentativa de se libertarem de Brad Miller, antes de pensarem em trazer para Sacramento Amaré.

Quem também parece ter ainda uma palavra a dizer são os Pistons, oferecendo o jovem Amir Johnson e ainda o contrato expirante de Rasheed Wallace, um dos melhores shooters de entre os gigantes da NBA.

Fugindo um pouco a toda a loucura em torno de Stoudemire, fala-se de um cenário de troca entre os Hornets e os Thunder, que levaria para Oklahoma Tyson Chandler. A equipa de Durant e Cia. abriria mão de Chris Wilcox e Joe Smith (ambos com contratos expirantes) bem como de uma das suas cinco picks na primeira ronda dos próximos dois drafts.

Richard Jefferson, chegado esta época aos Bucks, pode estar já de saída para os Trail Blazers. A jovem equipa que pretende dominar a NBA a curto prazo estaria disposta a abrir mão de Sergio Rodriguéz, Travis Outlaw, Raef LaFrentz, com contratos a terminar, se a turma de Milwaukee lhes enviasse RJ e Luke Ridnour. Um cenário que parece muito pouco provável.

Finalmente, chegamos ao não menos falado Wally Szerbiak. Os Cavaliers queriam Camby, dos Clippers, mas estes dizem que o jogador é intrasferível (assim como Eric Gordon).
No início da época falava-se da possibilidade da troca com os Nets, que juntaria em Ohio Vince Carter e LeBron. No entanto essas possibilidades foram arrefecendo, assim como as que falava da ida de Air Canada para os Spurs, algo que, para além de ir destabilizar a equipa devido à saída forçosa de vários membros importantes, seria financeiramente incomportável.



Os Mavs estariam interessados numa troca, mas não queriam dar Howard. A equipa de Dallas fala na possibilidade de trocar Stackhouse para os Nets mas até põe a hipótese de receberem também Brook Lopéz, o que, claro está, não irá acontecer.

P.S. A análise ao All-Star Game irá sair amanhã. Pedimos desculpa pelo atraso, mas preferimos a qualidade da análise à celeridade na publicação. Agradecemos desde já a vossa compreensão.