05/03/12

Jornada dos Point Guards

Publicada por Fábio Mesquita

Neste momento em que escrevo decorre ainda o último jogo deste domingo da NBA (os Nuggets em San Antonio) mas pode já dizer-se que esta noite fica marcada por três prestações notáveis de point guards que guiaram três equipas (curiosamente todas da conferência Este, também contra adversários dessa mesma conferência) à vitória. Comecemos então, por ordem cronológica:


(18-19)111-115(19-17)
@ TD Garden, Boston, Massachussets

Falar em point guards num jogo dos Knicks e não referir Jeremy Lin é algo invulgar neste último mês, mas a verdade é que, no jogo de hoje, foi Rajon Rondo quem brilhou ao mais alto nível, apesar de toda a polémica que se tem levantado à volta do ainda jovem base da equipa de Boston, com rumores sobre uma possível troca, ainda que nada tenha surgido ainda em concreto sobre possíveis destinos para o número 9 dos Celtics.

Com a prestação de hoje, Rondo juntou o seu nome aos históricos Magic Johnson e Jason Kidd
como únicos jogadores a registarem pelo menos 15 pontos, ressaltos e assistências num jogo.

Num jogo que acabou empatado a 103 após os 48 minutos regulamentares, Rondo mostrou uma enorme classe e frieza, participando em todos os pontos da equipa da casa no prolongamento, contabilizando nesses cinco minutos 5 pontos, 5 ressaltos e 2 assistências, naquele que foi o seu segundo triplo-duplo nos últimos três desafios, acabando com a brilhante marca de 18 pontos, 20 assistências e um recorde de carreira de 17 ressaltos.


(12-26)104-101(4-31)
@ Time Warner Cable Arena, Charlotte, Carolina do Norte

Não menos impressionante foi a actuação de Deron Williams, que conseguiu 57 pontos esta noite (mais 10 do que os seus colegas juntos), estando perfeito na linha de lance livre (21 convertidos em 21 tentativas) na derrota que os Nets infligiram aos Bobcats, a equipa com pior recorde da NBA até ao momento esta época. D-Will, que tal como Rondo nos Celtics, pode não ficar durante muito mais tempo na equipa de New Jersey, tornou-se, com esta prestação, não só o jogador com mais pontos nesta época num jogo, mas também escreveu o seu nome como o jogador com mais pontos num jogo da história dos New Jersey Nets e ainda se tornou o segundo jogador com mais pontos marcados num jogo aos Charlotte Bobcats, com apenas um ponto menos do que Kobe Bryant, em 2006.

Num confronto entre duas equipas que têm tido uma época difícil, Deron Williams sobressaiu.

Deron Williams juntou ainda a esta sua prestação 6 ressaltos, 7 assistências, 1 roubo de bola e 1 bloco, numa partida em que nem tudo foram boas notícias para a turma de New Jersey, já que Brook Lopez saiu do encontro com uma lesão no tornozelo do pé direito (que será reavaliada amanhã), o mesmo pé que o impediu de dar o seu contributo nos primeiros 32 jogos desta temporada, devido a uma fractura.

(31-8)96-91(22-16)
@ Wells Fargo Center, Philadelphia, Pennsylvania

Por fim, aquela que, sendo a menos estrondosa da noite, não deixa de ser uma prestação de luxo, num jogo em que os Bulls (líderes da divisão Central e também da conferência Este) derrotaram os 76'ers (líderes na divisão do Atlântico), algo que não acontecera nos últimos três jogos entre estas equipas (até agora a pior série para os Bulls).

O MVP da temporada passada coleccionou mais uma exibição de alto nível, ajudando os Bulls a
manterem o seu estatuto de líderes na conferência Este.
Rose marcou 35 pontos, igualando o seu máximo esta temporada, juntando-lhes ainda uns sólidos 4 ressaltos, 8 assistências, 1 roubo de bola e 1 bloco, numa noite em que os Bulls aceleraram na segunda parte, para ultrapassar um défice de 6 pontos que tinham no intervalo. Também importante nesta vitória foi Joakim Noah, que dominou as tabelas com 18 ressaltos e 11 pontos. Dos lado dos comandados de Doug Collins, Elton Brand foi o melhor, com um duplo-duplo de 13 pontos e 14 ressaltos.

03/03/12

A Terceira Fase do Jogo

Publicada por João Oliveira

Desde sempre que o basquetebol é apreciado por muitos pelos grandes lançamentos, os afundanços, os desarmes de lançamento... Quem não tem gravado na memória alguns destes momentos?
Eu próprio me declaro "culpado", se é que se pode atribuir alguma culpa, e no rescaldo do All Star Weekend ainda mais se reforçam essas lembranças.
No entanto hoje venho-vos falar daquela que, para mim (e não só), é a terceira fase do jogo.

Sabendo que todos identificam a defesa e o ataque como fases do jogo, é discutível introduzir uma outra em que a posse é indeterminada. Esse é o momento do ressalto.
Pese embora seja muitas vezes esquecido, o ressalto é um momento de extrema importância no jogo. Cada ressalto dá uma posse de bola. Permite à equipa controlar o ritmo do jogo, extender o tempo de ataque por mais 24 segundos, enfim, ter a bola para poder fazer o que bem entender com ela.
E este aspecto demonstra o quão importantes são os ressaltadores. Não reduzindo os seguintes jogadores a meros ressaltadores, o que tiveram de novo os Mavericks da última época para conseguir vencer os POs e dar o anel a Kidd e Dirk? Tyson Chandler.



Quando é que Kobe Bryant, a quem ninguém pode retirar qualidade e mérito, conseguiu levar para LA o troféu de campeão? Quando teve ao seu lado Shaq e Gasol.

Quem carregou os Rockets, na década de 90, para quebrar a série de vitórias dos Bulls de Jordan? Hakeem Olajuwon.

E voltando a Shaq, não foi graças a ele que Wade conseguiu o único anel que tem até agora?


É óbvio que muitos dos jogadores que referi são muito mais do que puros ressaltadores. Sejam pontos de foco ofensivo ou defensivo, não é aí que reside o ponto da questão. A verdade é que as equipas com mais ressaltos tendem a ser as melhores da NBA.

Por exemplo, se olharmos para o top 5 quanto Total Rebound Rate, uma estatística que procura mostrar a percentagem de ressaltos que cada equipa tem por jogo, vemos que a única equipa com record negativo são os Wolves (18-19), situação que é facilmente explicada pela presença na equipa de um dos melhores ressaltadores do jogo, Kevin Love.

TeamTRR
CHI
53.21
LAL
52.31
LAC
52.01
MIA
51.97
MIN
51.44


No fundo o que pretendo demonstrar é que se o ataque ganha jogos e a defesa campeonatos, como muito se ouve, então os ressaltos podem ter um papel determinante em ambos os casos.
E deixo o desafio para que reparem, nos próximos jogos que virem, neste preciso momento. Certamente irão verificar que quem ressalta mais, tem maiores probabilidades de ganhar. Recomendo mesmo o jogo da última noite entre os Heat e os Jazz, em que a equipa de Salt Lake lançou pior e teve o mesmo número de turnovers, mas mesmo assim conseguiu vencer, graças a uma enorme noite nas tabelas.

25/02/12

All-Star material: onde está Josh Smith?

Publicada por Fábio Mesquita

Como é natural nesta altura em que o All-Star Weekend domina todas as atenções dos fãs da liga norte-americana de basquetebol, nem só dos presentes naquele que é um dos certames mais espectaculares do desporto mundial reza a história.

Sem as polémicas de outros tempos em relação à votação feita pelos fãs sobre quem são os titulares do encontro deste ano, em Orlando, na Flórida, algumas questões se levantam, invariavelmente com algumas discussões sobre quem merecia estar no banco de suplentes (escolha feita por David Stern, comissário da NBA). Este ano, quando tudo parecia propício a uma decisão aparentemente pacífica, a lesão de Joe Johnson, dos Atlanta Hawks e consequente entrada de Rajon Rondo, base dos Boston Celtics no lote das escolhas provocou alguma agitação, não exclusivamente por parte dos adeptos da equipa da Georgia.

Joe Johnson, dos Hawks, "cedeu" o seu lugar a Rajon Rondo, dos Celtics,
devido a uma tendinite no joelho esquerdo.



Segundo informações avançadas pela cadeia televisiva norte-americana ESPN, Josh Smith, colega de equipa do lesionado Joe Johnson, fez parte de uma shortlist que acabou por resultar na escolha de Rondo. Não estando em causa a valia do base dos Celtics, que faz já a sua terceira aparição no All-Star Game, e tendo também em conta que, tal como Joe Johnson, Rondo joga a base (ainda que como point guard, ao invés do jogador de Atlanta, que é shooting guard), muitos são os que defendem (posição que também eu assumo) que Josh Smith deveria estar presente no jogo das estrelas em Orlando.

Josh Smith e Joe Johnson têm levado o franchise da Georgia rumo a um lugar de play-off (que parece aparentemente tranquilo) na Conferência Este, com a temporada sensivelmente a meio. É certo que Atlanta não tem a tradição e os títulos que a equipa de Boston tem, nem representa um mercado tão atractivo como outras paragens, mas a verdade é que os Hawks são uma equipa muito regular ao longo das últimas temporadas e que se revelam uma equipa que, num dia bom, pode bater qualquer uma das equipas da NBA.

Josh Smith, 17ª escolha do draft de 2004 pelos Hawks, num ano em que saltam também à vista nomes
como Dwight Howard, Andre Iguodala, Ben Gordon ou J.R. Smith.


Num jogo que se quer festivo e exemplo do melhor que a NBA tem para oferecer, Josh Smith teria tudo para estar presente, ele que é reconhecido como um dos melhores shot blockers da NBA (tem mesmo os recordes de jogador mais novo de sempre a conseguir dez blocks num jogo, bem como de jogador mais novo a atingir as marcas de 500 e de 1000 blocks), tendo também sido campeão do concurso de afundanços no seu ano de rookie.

É verdade que a Conferência Este conta com 4 forwards e apenas 2 guards no banco para o encontro deste fim de semana e a troca de Smith por Rondo só desequilibraria ainda mais esse número, mas deixo no ar a questão: não mereceria mais a presença no ASG Josh Smith do que, por exemplo, Luol Deng?

Deixo-vos a vós a tarefa de reflectir sobre isto, juntamente com os números médios por jogo de ambos (que não dizem tudo, mais ainda assim, são indicadores importantes), esta época e que demonstram melhores valores de Josh Smith em todos os parâmetros, com menos cerca de três minutos em campo por jogo:



  • Josh Smith (Atlanta Hawks) #6 PF
35,4 minutos; 16,1 pontos; 9,6 ressaltos; 3,6 assistências; 2,1 blocos; 1,6 roubos de bola;
  • Luol Deng (Chicago Bulls) #9 SF
38,3 minutos; 15,9 pontos; 6,9 ressaltos; 3,3 assitências; 0.8 blocos; 1,1 roubos de bola;

21/02/12

Resumo - Divisão Central

Publicada por João Miguel Ramos Delgado




CONFERÊNCIA ESTE
DIVISÃO CENTRAL




Os Bulls continuam os grandes favoritos desta divisão. Com a continuidade dos seus jogadores mais importantes, é uma equipa com garantias de chegar longe nos Playoff. No início da época adicionaram à equipa Jimmy Butler, um Rookie e Richard Hamilton, que vem trazer profundidade e experiência à equipa.
No decorrer da época, a sua estrela e o MVP actual Derrick Rose assinou uma extensão de contrato por 5 anos.

Até à data os Bulls estão a confirmar a sua superioridade e há poucas equipas na conferência que mostrem estar sequer perto da sua qualidade e potencial.

Record actual: 25-8
Ranking Divisão: 1º
Ranking Conferência: 2º





Após terem conseguido alcançar os playoff na época passada, algo que não acontecia desde 2006, a equipa de Indiana está perto de o conseguir novamente esta temporada. E para isso o treinador Frank Vogel contou com um reforço de peso, o all star David West viu o seu contrato com os Hornets terminar e decidiu rumar aos Pacers, substituindo Josh McRoberts que assinou com os Lakers após o lockout. Mas o destaque destes Pacers é, indubitavelmente, Danny Granger, o extremo bastante completo e all star em 2009 tem apresentado ao longo dos anos excelentes médias sempre ao serviço de Indiana.
O poste Roy Hibbert também tem apresentado números consistentes e a partir da próxima semana também ele será all star, o que acaba por ser uma prova da boa época que está a realizar. Quem também contribuiu para o actual sucesso da equipa foi Paul George, o “miúdo” provou saber fazer de tudo e está muito eficaz para lá dos 3 pontos. 

Record actual: 18-12
Ranking Divisão: 2º
Ranking Conferência: 6º





Os Milwaukee Bucks tinham para esta temporada os mesmos objectivos das anteriores, assegurar um lugar de acesso aos Playoffs, para tal adequiriram Beno Udrich, Shaun Livingston, Mike Dunleavy, 2 Rookies (Jon Leuer e Tobias Harris) e Stephen Jackson. Apesar de os mais velhos serem jogadores já com provas dadas na NBA têm sido os dois mais jovens que têm dado mais alegrias a Milwaukee. A verdade é que os objectivos dos Bucks não parecem bem encaminhados, mais uma vez as lesões estão no caminho da equipa comandada por Scott Skiles, Andrew Bogut lesionou-se mais uma vez com gravidade e deixou a sua equipa sem um Center. Além das lesões, o balneário dos Bucks parece algo instável com os constantes problemas que Stephen Jackson causa e ultimamente com as declarações de Jennings que deixaram os adeptos de Milwaukee bastante preocupados com o futuro. 

 O futuro de Milwaukee poderá passar já pelo draft do próximo ano. Os Bucks poderão então começar a fazer restruturação necessária para os tornar de novo uma equipa de peso na liga.

Record actual: 12-18
Ranking Divisão: 3º
Ranking Conferência: 9º




Depois da depressão da saída do melhor jogador da história do franchise, e de uma época de ressaca em que atingiram um dos piores records da liga no ano passado, a luz ao fundo do túnel veio na forma da primeira pick no Draft, que os Cavaliers usaram para escolher Kyrie Irving, um PG promissor e muito novo (19 anos) que promete ser a nova cara de uma equipa desesperada por um novo rumo.
Além de Kyrie Irving, os Cavs adicionaram Tristan Thompson com a 4ª escolha do draft e Omri Casspi que veio por troca com JJ Hickson que saiu em direcção a Sacramento.

Até à data os Cavs estão a mostrar melhorias em relação ao ano passado e que Irving pode mesmo ser o pilar do franchise.

Record actual: 11-17
Ranking Divisão: 4º
Ranking Conferência: 10º




Os Pistons foram buscar no Draft um PG muito promissor, Brandon Knight que esperam que complemente o backcourt com Rodney Stuckey. Perderam Hamilton para os Bulls e Kareem Rush, enfraquecendo uma equipa que já era fraca. Os Pistons estão numa fase difícil da sua história e são uma sombra do que eram há alguns anos atrás e essas dificuldades estão à vista no record actual.

São uma das equipas que têm esperanças de conseguir um bom lugar no próximo draft de forma a reconstruir um franchise que foi em tempos um dos mais dominantes de NBA.

Record actual: 10-22
Ranking Divisão: 5º
Ranking Conferência: 11º

07/11/09

Já Não Há Invencíveis

Publicada por João Oliveira

Caíram ontem os Denver Nuggets e os Boston Celtics, as únicas duas equipas ainda invictas até ao momento, às mãos dos Miami Heat e dos Phoenix Suns (respectivamente). Aliás, pode-se ainda referir que os Nuggets foram mais uma vez derrotados já esta noite, em Atlanta, mas vou evitar alongar-me uma vez que tal não é relevante para o tema.
Tema esse que é o equilíbrio da NBA.



Muito se esperava (e espera) de várias equipas este ano. Talvez até mais do que o normal. Lakers, Magic, Celtics, Cavaliers ou Mavericks são colectivos que passaram uma forte mensagem com as suas contratações na pré-época e nas quais são colocadas grandes esperanças por parte dos fãs. Toda esta azáfama poderia ser indicadora de um início de temporada devastador, pelo menos para parte delas.
Não que se possa dizer que um início de 7-1 (pegando no exemplo dos Celtics) não seja óptimo. Mas por devastador entendo um início capaz de quebrar records, de assustar o mítico saldo de 72-10 dos Bulls liderados por Jordan.

Pretendo, com isto, chegar ao tal equilíbrio. Logicamente que, como sempre foi e sempre será, existirão mais fortes e mais fracos. No entanto, seria certamente do agrado de todos acompanhar uma liga com mais de 9/10 equipas por conferência com possibilidades de chegar aos playoffs, uma liga em que não existissem equipas cuja predisposição natural fosse a de jogar desde o início da época para obter uma boa posição no draft seguinte. Obviamente que estas derrotas não são o prenúncio de tamanha utopia. Mas ninguém se queixaria. Afinal pressupõe-se que seja a melhor liga do mundo.

17/04/09

Antevisão da 1ª Ronda dos Play-offs (East)

Publicada por Anónimo

Esta semana decidi adiar a minha crónica (programada para as quartas-feiras, como habitual), de forma a já poder trabalhar com os match-ups da 1ª ronda dos play-offs e, assim, analisar o que esperar de cada série.

(1º) Cleveland Cavaliers vs. Detroit Pistons (8º)



Os Cavaliers fizeram uma época regular de alto nível, batendo com alguma facilidade os campeões em título Boston Celtics e os Los Angeles Lakers, apontados como mais que prováveis finalistas na conferência Oeste.
Falharam o recorde caseiro de vitórias que pertencia aos Boston Celtics de 1985/86 (40-1) apenas porque decidiram poupar jogadores na recepção aos 76'ers, na última partida da fase regular.
O seu jogo tem vindo a ganhar consistência, com as penetrações de LeBron e os lançamentos longos dos muitos shooters da equipa do Ohio, mas fica a questão, será que Mo Williams tem a estaleca para ser o second-man de uma equipa campeã da NBA?



Desengane-se quem pensa que os Pistons são ouro sobre azul para a equipa de Mike Brown (a equipa de Detroit fez a sua primeira época abaixo dos 50% de vitórias, depois de 7 épocas com recorde positivo) - jogadores como Tayshaun Prince, Rip Hamilton e Rasheed Wallace são já veteranos nas lides dos play-offs e irão, certamente, complicar a vida aos Cavs. Não será à toa que conseguiram arrancar vitórias nos terrenos de Lakers, Spurs, Celtics, Nuggets e Magic, ao longo da época! Se a turma de Detroit conseguir uma vitória em Cleveland, o factor Palace pode funcionar...
Contra os Pistons está todo o circo mediático montado à volta de Allen Iverson, que não parece ser opção para a post-season, bem como a ainda inexperiência do base Rodney Stuckey (quando comparado com Chauncey Billups), apesar de toda a sua entrega ao jogo.

A minha aposta: Cavs 4 - 1 Pistons

(2º) Boston Celtics vs. Chicago Bulls (7º)


Os Boston Celtics parecem, inegavelmente, menos fortes que na época transacta. Com a lesão de Kevin Garnett, que continua de fora não se sabe bem ainda por quanto tempo, a equipa torna-se algo desequilibrada e, como mostrou, por vezes, nesta recta final da fase regular, inconstante nos resultados e no seu jogo.
Esta série com uns Bulls em ascenção pode ser extremamente complicada para a equipa de Doc Rivers que preferia, certamente, um confronto com os 76'ers para iniciar os play-offs, equipa que ainda esta semana bateram, mesmo sem Garnett e Ray Allen.
Resta saber se Stephon Marbury e Rajon Rondo podem dar à equipa de Boston o suporte essencial, caso o Big Three esteja em dia não.



Os Bulls vêm de um dos melhores períodos da sua história pós-MJ, na qual recuperaram, em cerca de dois meses, de um recorde negativo de oito derrotas.
A grande questão é que esta equipa depende muito de Derrick Rose (ainda um rookie) e do pulmão de jogadores como Noah e Thomas.
Outro handicap para a equipa de Chicago é que, sendo certo que o recém-chegado de Sacramento John Salmons se tem exibido a bom nível, o lesionado Luol Deng parecia ser o jogador indicado para a árdua tarefa de parar Paul Pierce.
Se os Bulls querem uma hipótese nesta série, não podem, de modo nenhum, perder em casa.

A minha aposta: Celtics 4 - 2 Bulls

(3º) Orlando Magic vs. Philadelphia 76'ers (6º)



Apesar de terem tremido nos últimos tempos, os Magic parecem ser os grandes adversários de Cleveland pelo título de Este, com D12 a ser um nome quase tão temido pelos adversário como LeBron, muito devido à escassez de postes que atravessa a Liga.
A série com os Sixers, uma equipa muito frágil nesta fase, parece ser ideal devido às condições de Rashard Lewis e Hedo Turkoglu o que permitirá à equipa da Flórida tempo para lhes dar uma recuperação e integração sustentada no seu plano de jogo.
Grande parte do sucesso dos Magic tem, apesar de tudo, passado pelos bases. Primeiro Jameer Nelson a exibir-se a nível de All-Star e depois um inesperado Rafer Alston que não trouxe aos adeptos da equipa de Van Gundy saudades do titular.



Na época passada a equipa então orientada por Maurice Cheeks foi uma das surpresas, se não A surpresa da NBA.
Uma equipa jovem, chegou aos play-offs, onde nada lhes era exigido e actuou a um excelente nível.
Um ano a seguir, com a chegada do supostamente renascido Elton Brand, a equipa, agora mais madura, era apontada como uma das quatro mais fortes da conferência Este.
O certo é que Brand voltou a lesionar-se, Iguodala não acertou no início da época e a equipa agoniza de trás da linha de três pontos, bem como nos lances livres.
Pior de tudo é que esta época era pedido algo à turma da Pensilvânia. E o muito que ela parece disposta a dar é uma dor de cabeça no Verão sobre a renovação ou não do melhor jogador da época, 'Dre Miller.

A minha aposta: Magic 4 - 0 76'ers

(4º) Atlanta Hawks vs. Miami Heat (5º)




Os Hawks têm uma excelente hipótese de avançar até a segunda ronda do play-off pela primeira vez esta década (mais precisamente desde 1999).
Uma equipa que tem sido das menos faladas mas também das menos contestadas da Liga, tem sido excelente em casa, fazendo lembrar um pouco os Jazz da época anterior.
O grande problema é que, atingindo o 4º lugar, vão jogar contra a melhor das equipas que é pior do que eles próprios. E mesmo isto está num plano puramente teórico.
Resta aos Hawks não vacilar, principalmente em casa, e tentar jogar serenamente, confirmando o favoritismo que quase todos lhes atribuem.



Há um factor enorme que pode dar aos Heat esta eliminatória: D-Wade.
O Flash trouxe a pior equipa de Este no ano passado até a uma posição em que lutaram pela home-court advantage até bem perto do fim da fase regular.
A grande questão é que Jermaine O'Neal não é ainda o jogador monstruoso que foi em tempos e Udonis Haslem parece ser um elo relativamente frágil nesta equipa.
Prova de fogo terão também os rookies Mario Chalmers e Michael Beasley ao terem pela frente o veterano Mike Bibby e o explosivo Josh Smith, um dos melhores defesas da liga, respectivamente.


A minha aposta:
Atlanta Hawks 4-3 Miami Heat

13/04/09

O sprint final

Publicada por Laercio

Pouco resta para definir nestas últimas três noites de regular season, mas esse pouco pode significar muito para algumas equipas. Apesar de já termos as 16 equipas apuradas para os Play-offs, suas posições ainda estão longe de ser definitivas e esses meros dois jogos, que ainda restam para cada equipa, podem significar um adversário, em teoria, mais acessível na 1ª ronda dos Play-offs.


Eastern Conference

Já se conhece as oito equipas apuradas para os Play-offs, assim como a respectiva ordenação das 4 primeiras (1º Cleveland Cavaliers, 2º Boston Celtics, 3º Orlando Magic, 4º Atlanta Hawks). Em relação às outras 4 equipas, temos uma interessante luta por posições.



Como se pode ver na imagem, os Miami Heat só precisam de uma vitória para manter o 5º posto, e assim enfrentar os Hawks na 1ª ronda dos Play-offs.

Philadelphia 76ers, Detroit Pistons e Chicago Bulls lutam pelo 6º posto, com vista num confronto contra os Orlando Magic, que é na teoria o adversário mais acessível. Ainda mais agora com a lesão do seu SF Hedo Turkoglu, no entanto segundo os responsáveis dos Magic essa não o impedirá de jogar já o 1º jogo dos Play-offs, dia 18/04.

O 7º lugar é sem dúvida mais desejado que o 8º, visto que os Celtics não têm estado numa boa fase e tem ressentido a falta do seu PF Kevin Garnett. Enquanto os Cavaliers parecem estar cada vez melhores.

Os Bulls enfrentam os Piston hoje, num confronto onde o 8º lugar poderá ficar já definido.


Divisões
Quanto aos campeões das divisões, os Celtics ficaram com o titulo da Atlantic, Cavaliers com o titulo da Central e os Magic com o titulo da Southeast.


Western Conference

Do lado banhado pelo Pacífico a luta por posições é ainda mais intensa, sendo que o único seguro de sua posição são os LA Lakers (que sagraram-se mais um vez campeões da Pacific division). Do 2º ao 8º tudo pode mudar em dois jogos, o que prova mais uma vez a competitividade desta conferência.


Utah Jazz e Dallas Mavericks lutam para não ficar em 8º, e escapar de um confronto contra os Lakers. New Orleans Hornets precisam apenas de uma vitoria para manter o 6º lugar, visto que o 5º já não é possivel. Quanto ao calendario, os Hornets tem dois jogos complicados enquanto os Jazz e os Mavericks tem um jogo complicado e outro mais acessivel, cada.

Denver Nuggets tem a vantagem de uma vitoria em relação a San Antonio Spurs, Houston Rockets e Portland Trail Blazers. Ambas lutam pelo 2º lugar, mas a diferença entre os possiveis adversarios na 1ª ronda dos Play-offs é quase nula.

O que realmente esta em jogo é o titulo das respectivas divisões.


Nuggets e Blazers jogam no dia 15 pelo titulo da divisão Northwest (caso ganhem os respectivos jogos hoje), num dos jogos mais importantes do ultimo dia da regular season.

Spurs e Houston não decidirão o titulo de forma directa, mas a emoção é garantida. Os Spurs tem o calendario mais acessivel.

05/04/09

0:00.1

Publicada por Meirinho

New York, 15 de Janeiro de 1990. Os Bulls vinham à Cidade. Michael Jordan liderava a lista dos melhores marcadores da Liga pela 4ª ocasião consecutiva, Scottie Pippen preparava-se para a sua estreia no jogo All-Star e Phil Jackson acumulava os primeiros meses de experiência enquanto treinador principal, sedimentando as bases para a profusão de títulos que se avizinhava.



Jordan encontra a oposição de Ewing.



O encontro constituía a reedição das meias-finais da Conferência Este da época anterior, nas quais a turma do Illinois suplantara os Knicks de Bernard King, Charles Oakley e Patrick Ewing em seis jogos. O entusiasmo tomava naturalmente conta do Madison Square Garden e o jogo correspondia às expectativas, marcado por uma toada de extremo equilíbrio. Cheirava a prolongamento. Quando, a momentos do final, o conjunto nova-iorquino pediu um desconto de tempo, o marcador assinalava um empate a 106 pontos e o relógio acusava 1 décimo de segundo por jogar. 1 décimo de segundo, menos tempo do que um olho humano leva a piscar.


Foi então, literalmente, num abrir e fechar de olhos que tudo aconteceu.


Mark Jackson, quase em frente do banco da casa, procurou solicitar o seu poste para uma tapinha, mas os Bulls estavam avisados e cortaram a opção de passe para Ewing. Em desespero, Jackson viu o veterano atirador Trent Tucker, marcado de perto por Pippen, a aproximar-se e colocou-lhe a bola nas mãos. E bem na cara de um dos melhores defensores de todos os tempos, Tucker subiu e atirou. Sem espinhas.



Phil Jackson pressiona o juíz.



As bancadas exultaram, os jogadores de Nova Iorque correram para os balneários em celebração, e Phil Jackson revoltou-se. Depois de pedir a invalidação da jogada, o treinador dos Bulls acusou a arbitragem de proteger a equipa da casa e os próprios responsáveis nova-iorquinos de manipularem o relógio de forma a que este corresse mais lentamente sempre que os Knicks se encontravam em posição de desvantagem.


O protesto apresentado por Chicago foi indeferido pela Liga, mas o comissário David Stern decretou a reforma dos marcadores electrónicos na NBA e estabeleceu uma nova directriz que determinava a impossibilidade de se tentarem lançamentos em posse de bola após reposição com menos de 3 décimos de segundo no relógio.


Nascia a Regra Trent Tucker.



Lee desvia em último recurso.



Quase 17 anos passariam até que uma equipa encontrasse forma de contornar esta regra. A mesma equipa, no mesmo pavilhão. A 20 de Dezembro de 2006, os Knicks recebiam em casa os Bobcats, mas 57 minutos, 59 segundos e 9 décimos não bastariam para se encontrar um vencedor. Novamente um base de Nova Iorque reporia a bola em jogo a um décimo de segundo do final perante Jordan, Oakley e Ewing, presentes naquela noite no Garden. Jamal Crawford atirou o esférico para as imediações do cesto e David Lee saltou mais alto do que Emeka Okafor, desviando-a com as pontas dos dedos.


Déjà vu.







(O vídeo apresenta ambas as jogadas abordadas.)

Prémios Mensais

Publicada por Anónimo

Como já é da praxe, o início de um novo mês é sinónimo de atribuição de diversos galardões a vários protagonistas da Liga. Neste post, serão apresentados três deles: Jogador do Mês, Rookie do Mês e Treinador do Mês.

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James e Paul

No 1º, e à imagem do ocorrido aqui, os vencedores foram LeBron James, a Este e Chris Paul, no Oeste.

O extremo dos Cleveland Cavaliers destacou-se a marcar (28 pontos por jogo) e a assistir os seus colegas (8.4 assistências, em média). O duas vezes eleito, em Março, jogador da semana, alcançou - suportado nos seus 4 triplos-duplo e 12 duplo-duplo - números impressionantes igualando dinossauros como Oscar Robertson. James continua a ser a peça fulcral na cavalgada vitoriosa dos Cavaliers, sendo que aumentaram a distância para Boston, no transacto mês, registando 16 vitórias e 1 derrota.

Em New Orleans continuam as brilhantes prestações do seu organizador de jogo, Chris Paul. O camisola 3 dos Hornets averbou médias de 24.2 pontos, 5.9 ressaltos, 10.8 assistências e 3.2 roubos de bola, por jogo continuando assim a ser o principal suporte da equipa do Louisiana na busca pelo melhor lugar possível na Conferência Oeste, praticamente qualificada para os play-offs.

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Derrick Rose dribla com Kevin Love atento ao que o número 1 vai fazer

Holofotes virados, agora, para os mais jovens, ou seja, os Rookies. Em Março, os novatos que mais abrilhantaram a NBA foram Derrick Rose na Conferência Este e Kevin Love na Conferência Oeste.

Na mítica equipa dos Bulls, Rose continua a mostrar o porquê de ter sido a 1ª escolha do draft de 2008. Na feroz luta pela qualificação para os play-offs, o talentoso base guia o colectivo às vitórias, tendo conseguido médias de 16.9 pontos, 5.9 assistências, por partida.

Já Love, tem aproveitado da melhor maneira a ausência, por lesão, de Al Jefferson. O poste dos Minnesota Timberwolves joga mais minutos e consequentemente melhora as suas estatísticas, como provam os seus 15.8 pontos e 9.6 ressaltos, por encontro, durante o terceiro mês de 2009.

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Mike Brown & Rick Adelman

A finalizar, e pela primeira vez desde a abertura deste blog, mostramos os vencedores do prémio Treinador do Mês. Mike Brown e Rick Adelman, técnicos dos Cleveland Cavaliers e Houston Rockets, respectivamente, foram os vitoriosos.

Brown conduziu os Cavs a 16 vitórias em 17 jogos, num mês marcante para a franquia, já que alcançou a melhor marca de vitórias consecutivas (13) e tornou 2008/2009 a época em que a equipa do Ohio atingiu o maior número de vitórias em apenas uma época.

Em Houston, os Rockets obtiveram um registo de 11 vitórias e 5 derrotas ao leme de Adelman.


Para o próximo mês poderá conhecer os novos vencedores destes prémios, aqui, no NBA Portugal.

O início da tarde de hoje na costa leste dos Estados Unidos fica marcado por mexidas na equipa que actua no mítico Madison Square Garden, bem como por mais alterações nos Bulls, após a troca de ontem com os Sacramento Kings.

Os New York Knicks encetaram com os Bulls a troca de Larry Hughes por Tim Thomas, Jerome James e Anthony Robertson. Hughes já há algum tempo procurava uma troca e, com a chegada de Salmons, menos espaço iria ter na equipa de Chicago.



Para os Knicks esta troca dá um novo alento à sua luta pelos play-offs, adicionando ao backcourt uma maior capacidade de concretização, algo que não tem acontecido desde a ida de Jamal Crawford para Golden State.

Ainda hoje os Knicks trocaram Malik Rose por Chris Wilcox, dos Oklahoma City Thunder, jogador envolvido no negócio com os Hornets por Tyson Chandler, que veio a ser cancelado.

18/02/09

Trocas e mais trocas em semana louca

Publicada por Anónimo

A loucura do All-Star Weekend alastra ao resto da semana em que se finaliza o período para trocas na fase regular. Desta vez os protagonistas são os Chicago Bulls, de Rose e os Sacramento Kings de não se sabe bem quem...

Foi à pouco anunciado mais um negócio que já era, de certa forma, previsto pelos analistas da NBA: Drew Gooden, Michael Ruffin, Cedric Simmons e Andrés Nocioni rumam a Sacramento enquanto Brad Miller e John Salmons fazem o percurso inverso, rumo ao Illinois. De seguida prevê-se que Simmons viaje de seguida para Portland, a troco de Ike Diogu, dos Trail Blazers e ainda uma quantia em dinheiro a definir. Esta troca pode, no entanto, vir ainda a ser alargada, incluindo mais jogadores.



Para Miller, que vem somando uma média de 11.9 pontos e 8 ressaltos por jogo, será o regresso a uma casa onde actuou entre 2000 e 2002. Salmons irá para o seu terceiro clube da carreira (depois de Philadelphia e Chicago), em 7 anos como profissional.



Do lado dos Bulls, Nocioni (médias de 11.7 pontos e 5 ressaltos) vai trocar de clube pela primeira vez na sua carreira, já Drew Gooden, que ainda há pouco tempo era colega de LeBron James (foi para Chicago no negócio que envolveu, entre outros, Larry Hughes), tem um atractivo contrato de 7.2 milhões de dólares que expira este Verão.

Os Chicago ultrapassaram assim a concorrência dos New Jersey Nets, que tinham na mesa uma proposta de troca de Salmons e Miller por Stormile Swift, Eduardo Najera, Ryan Anderson e Trenton Hassel.

16/02/09

Who wants Stoudemire?

Publicada por Anónimo

Com a Trade Deadline a aproximar-se a passos largos, inúmeros são os rumores de trocas que possam ocorrer nesta semana que se prevê louca e que começou com a troca entre Miami e Toronto, que envolveu Marion, Banks, Moon e O'Neal.

O grande protagonista destes rumores é mesmo o All-Star Amaré Stoudemire, dos Phoenix Suns, intensamente apontado como moeda de troca para diversos negócios que os Suns possam ter em mente.

Os Chicago Bulls parecem ser os principais candidatos a receber o Big Man, dando como troca Drew Gooden e Tyrus Thomas. No entanto, seria preciso mais alguém? Noah, Sefolosha, ou mesmo uma draft pick da primeira ronda poderiam interessar aos Suns.



No entanto, o negócio mais vantajoso para a equipa de Phoenix parece ser uma troca com os Kings, agora que está posta de parte a saída de Rudy Gay de Memphis, o principal alvo dos Suns. Os Kings poderiam ter que ceder Jason Thompson, Bobby Jackson, Sheldon Williams (estes últimos dois com contratos expirantes) e ainda uma bastante possível lottery pick no draft de 2009.

Os Kings parecem no entanto mais preocupados com a tentativa de se libertarem de Brad Miller, antes de pensarem em trazer para Sacramento Amaré.

Quem também parece ter ainda uma palavra a dizer são os Pistons, oferecendo o jovem Amir Johnson e ainda o contrato expirante de Rasheed Wallace, um dos melhores shooters de entre os gigantes da NBA.

Fugindo um pouco a toda a loucura em torno de Stoudemire, fala-se de um cenário de troca entre os Hornets e os Thunder, que levaria para Oklahoma Tyson Chandler. A equipa de Durant e Cia. abriria mão de Chris Wilcox e Joe Smith (ambos com contratos expirantes) bem como de uma das suas cinco picks na primeira ronda dos próximos dois drafts.

Richard Jefferson, chegado esta época aos Bucks, pode estar já de saída para os Trail Blazers. A jovem equipa que pretende dominar a NBA a curto prazo estaria disposta a abrir mão de Sergio Rodriguéz, Travis Outlaw, Raef LaFrentz, com contratos a terminar, se a turma de Milwaukee lhes enviasse RJ e Luke Ridnour. Um cenário que parece muito pouco provável.

Finalmente, chegamos ao não menos falado Wally Szerbiak. Os Cavaliers queriam Camby, dos Clippers, mas estes dizem que o jogador é intrasferível (assim como Eric Gordon).
No início da época falava-se da possibilidade da troca com os Nets, que juntaria em Ohio Vince Carter e LeBron. No entanto essas possibilidades foram arrefecendo, assim como as que falava da ida de Air Canada para os Spurs, algo que, para além de ir destabilizar a equipa devido à saída forçosa de vários membros importantes, seria financeiramente incomportável.



Os Mavs estariam interessados numa troca, mas não queriam dar Howard. A equipa de Dallas fala na possibilidade de trocar Stackhouse para os Nets mas até põe a hipótese de receberem também Brook Lopéz, o que, claro está, não irá acontecer.

P.S. A análise ao All-Star Game irá sair amanhã. Pedimos desculpa pelo atraso, mas preferimos a qualidade da análise à celeridade na publicação. Agradecemos desde já a vossa compreensão.

07/02/09

A louca Conferência ... Este

Publicada por Meirinho

Ao longo da passada década, a NBA ficou marcada por um intenso domínio das formações de Oeste, com os 7 títulos conquistados em conjunto por Lakers e Spurs como corolário. O Este vive na sombra enquanto Conferência dominante desde que Isiah Thomas, Joe Dumars, Scottie Pippen e Michael Jordan brilhavam a grande altura.



Jordan foi a grande figura da última dinastia da uma equipa do Este.

Depois dos Bulls, ninguém mais sediado nesta Conferência conquistou dois títulos consecutivos.



Mas não só de títulos se construiu tal supremacia. Mediante uma migração gradual de talento, foi no Oeste que se assistiu à maioria dos grandes duelos, num cenário de competitividade exacerbada pelos lugares de acesso aos play-offs. E ainda que a tendência da supremacia de qualidade individual e colectiva se mantenha, pertencendo 7 dos 10 melhores recordes da Liga a formações ocidentais, é do lado do Atlântico que mais incerta se revela a luta pelos últimos bilhetes para a postseason.
A pouco mais de 30 jogos do final da época regular, é possível distinguir três grupos na Conferência Este. Encabeça-a um trio de elite com legítimas aspirações ao título, formado pelos campeões em título Boston Celtics, Cleveland Cavaliers e Orlando Magic. Após um segundo plano onde se encontram Atlanta Hawks, Detroit Pistons e Miami Heat, surge um autêntico pelotão de 8 equipas, separadas na classificação por 8 jogos, ainda com legítimas aspirações a figurar nas rondas eliminatórias.


Esta tabela ilustra a classificação das equipas que lutam actualmente pelos dois últimos postos.


Os donos da 7ª vaga são presentemente os Philadelphia 76'ers, com uma proporção de vitórias de 0,500. Depois de terem marcado presença nos play-offs no ano passado com uma equipa bastante jovem, os Sixers apostaram em Elton Brand, 2 vezes All-Star, para reforçar o plantel. Um arranque de época desastroso levou ao despedimento do técnico Mo Cheeks, mas a juventude de Philadelphia vem respondendo à altura e procurará nova vaga entre os 16 melhores da Liga sem o contributo de Brand, já que o Power Forward não voltará a equipar esta época.
Seguem-se os Milwaukee Bucks, que seguram ainda a 8ª e última posição de acesso aos play-offs. O conjunto do Wisconsin, que Scott Skiles tornou num dos melhores a nível defensivo, viu as suas aspirações sofrer um duro revés mediante as lesões graves dos atletas olímpicos Michael Redd e Andrew Bogut. Assentará assim nos ombros de Charlie Villanueva, que quebrou já a barreira dos 20 pontos por 11 ocasiões em 2009, e Richard Jefferson, transferido dos Nets, a responsabilidade de devolver as grandes noites ao Bradley Center.
Uma das grandes surpresas durante a primeira metade da temporada foram os New Jersey Nets. Aproveitando um calendário relativamente favorável e a emersão de Devin Harris como um dos mais talentosos bases da Liga, os pupilos de Lawrence Frank, treinador há mais tempo em actividade na Conferência, desafiaram as previsões que os apontavam como uns dos mais fracos competidores da NBA e demonstraram quão promissor será o seu futuro. O agora capitão Vince Carter tentará proporcionar experiência ao mais alto nível aos jovens Nets.
Na Cidade do Vento mora uma equipa em consolidação. Os Bulls de Vinny Del Negro usufruíram da 1ª escolha do Draft de 2008, garantido com Derrick Rose uma opção de topo para a posição de base, mas continuam a padecer de carências no frontcourt e instabilidade no balneário, já que Larry Hughes não parece fazer parte dos planos da equipa técnica. Ainda assim, talento não falta em Chicago, onde se salientam ainda Ben Gordon, Luol Deng e o recuperado Kirk Hinrich.


O antigo base dos Spurs tem um desafio de monta no comando técnico de Chicago.


2010 está à vista, e a Cidade que Nunca Dorme já sonha com as estrelas que poderão desfilar no Madison Square Garden. Não será, no entanto, necessário esperar por LeBron e companhia para assistir ao espectáculo da NBA em Nova Iorque. Os Knicks contrataram Mike D'Antoni, e o ex-treinador dos Suns não tardou a implementar o seu estilo de run and gun totalmente vocacionado para o ataque. Após as saídas de Jamal Crawford e Zach Randolph, os holofotes estão agora voltados para o poste David Lee, ainda que seja difícil ignorar as polémicas que continuam a envolver Eddie Curry e Stephon Marbury. Uma partida e meia apenas separa Knicks e Bucks na tabela.
A três jogos e meio da última vaga surgem os Charlotte Bobcats. A equipa de Michael Jordan sofreu já uma alteração de monta, enviando Jason Richardson para Phoenix por troca com Raja Bell e Boris Diaw; experiência e versatilidade que poderiam pesar a favor da formação da Carolina do Norte numa candidatura à fase final da Liga. A lesão do extremo Gerald Wallace vem, contudo, complicar bastante as contas do lendário treinador Larry Brown.
Fecham este cenário duas das maiores desilusões da prova, ambas marcadas bem cedo na temporada pelo infortúnio. Os Indiana Pacers, liderados pelo recém-eleito All-Star Danny Granger, podem queixar-se do problema no joelho que arredou Mike Dunleavy dos courts durante quase 3 meses, ao passo que em Toronto se lamenta a propensão para as lesões do poste 5 vezes All-Star Jermaine O'Neal. Ainda assim, ambos os conjuntos apresentam-se bem abaixo das suas possibilidades, facto que já custou o lugar a Sam Mitchell, nos Raptors. Nada está perdido para qualquer das equipas, numa altura em que as duas parecem encontrar-se na máxima força.
Já totalmente arredados de qualquer resultado relevante esta época estão os Washington Wizards. Gilbert Arenas, acabado de assinar um novo contrato multi-milionário, e Brandon Haywood falharam todos os jogos esta temporada.

É portanto cedo para avançar com uma previsão fiável no que toca às duas últimas vagas de acesso aos play-offs, ainda que os 76'ers caminhem para uma posição confortável. Os dados estão lançados. O desafio de se bater em confronto directo com os melhores está em causa.